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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#HomofobiaNao: Após ameaçar funicar Tony Reis, Malafaia disse que ele terá que provar que o pastor é homofóbico



Uma das coisas mais ridículas e, ao mesmo tempo, engraçada que li nos últimos tempos foi a declaração de Silas Malafaia de que Tony Reis, do movimento LGBT, teria que provar que o pastor é homofóbico: "E o Sr. Tony Reis que me aguarde. Vai ter que provar na justiça que sou homofóbico".   Fiquei pensando em como será difícil conseguir tal prova.

Qual a grande dificuldade que Reis vai enfrentar para provar que Malafaia é homofônico? É uma das coisas mais claras e evidentes dos últimos anos no país. A cada declaração que o pastor emite, mais clara fica sua condição homofóbica. É querer tripudiar de nossa inteligência Malafaia querer sustentar que não é um dos maiores arautos da homofobia no Brasil. Se quiser me processar também, estou à disposição.

Esse assunto retornou com força à baila devido a um ato-falho do pastor em entrevista que concedeu à revista Época ontem. Malafaia que é, por incrível que pareça, é psicólogo, deve entender melhor que eu o que é um ato-falho. E Malafaia cometeu um ato-falho que o fez correr para inventar uma desculpa. O pastor disse que ia funicar Tony Reis. Primeiro disse que a declaração era mentirosa. Depois, que usara uma gíria absolutamente desconhecida ("funicar").   Pelo que percebi em uma rápida pesquisa, realmente existe uma gíria "funicar", mas aparenta ser uma corruptela de "fornicar", porque é usada no mesmo contexto de "foder"- que para além de uma gíria, significa o ato sexual em si.

O ato-falho é uma ação inconsciente para tornar explícito um conteúdo que o consciente sublimou. Em outras palavras, supostamente, Malafaia falou de seu desejo sexual por Tony Reis.

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