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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Grécia: Primeiro-ministro e oposição fecham acordo


Do UOL


O primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreou, e o líder do partido oposicionista Nova Democracia (ND), Antonis Samaras, chegaram neste domingo (6) a um acordo para a formação de um governo de coalizão, acertado após reunião com o presidente do país, Karolos Papoulias, segundo comunicado divulgado pela Presidência. O acordo inclui a saída do atual primeiro-ministro do poder.

O novo governo ficará encarregado da "aplicação do plano europeu" de ajuda à Grécia até "as próximas eleições", destaca o comunicado. O líder da oposição conservadora e Papandreou se reunirão novamente nesta segunda-feira para designar um novo primeiro-ministro e o futuro gabinete.O novo governo deve conseguir um acordo sobre o segundo plano de resgate estipulado na cúpula europeia, formalizado com a União Europeia e o FMI no dia 26 de outubro, que inclui o perdão de 50% da dívida grega com os investidores privados.

A reunião que selou o acordo ocorreu após um final de semana de sobressaltos para Papandreou. O premiê declarou antes do encontro que está preparado para abandonar o cargo se a oposição chegasse a um acordo sobre o nome de um novo primeiro-ministro e a formação de um governo de coalizão.

A renúncia de Papandreou era uma exigência de Samaras para participar das negociações para a formação de um governo de coalizão, que será criado com o objetivo de superar a crise econômica que atinge o país.

O primeiro-ministro deixou o cargo fragilizado, mesmo tendo ganho a moção de confiança do Parlamento na última sexta-feira, com 153 votos a favor e 145 contra. Para seu lugar são cotados os nomes de Petros Moliviatis e Loukas Papaimos.

O novo governo trabalhará durante quatro meses. Entre as suas tarefas, além de tomar decisões para conter a crise econômica que abala o país, está a convocação de novas eleições.

No sábado, Papandreou tentou iniciar a formação de um governo de coalizão na Grécia, mas foi barrado pela oposição, que queria, além da renúncia do premiê, novas eleições.
Segundo a agência de notícias Reuters, duas pesquisas de opinião pública divulgadas no sábado sugerem que os gregos preferem um governo de união nacional à convocação de eleições antecipadas.

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