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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaRodas: Carta da Assembleia de alunos, professores e funcionários do Instituto de Psicologia da USP (IPUSP) quanto aos acontecimentos recentes no campus


O movimento que, segundo a Globo e a imprensa é minoritário, ganha cada vez mais apoio na USP.




Comunicamos que a comunidade do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, na assembléia dos professores, funcionários e alunos do dia 16 de novembro de 2011, deliberou pela manifestação de seu inteiro repúdio à violência da Polícia Militar na operação de reintegração de posse do prédio da Reitoria da Cidade Universitária, ocorrida no dia 8 de novembro de 2011, bem como a detenção e criminalização dos estudantes que a ocupavam. Repudiamos não apenas a brutalidade cometida neste episódio, mas toda instrumentalização da violência como forma imediata ou incontornável de manutenção da segurança pública, seja patrimonial ou, principalmente, humana, em qualquer âmbito da sociedade.Não compactuamos com a violência e o atropelamento dos direitos humanos como um apêndice da suposta manutenção e promoção de segurança, institucionalizada ou não. Avaliamos que quando um órgão de segurança do patrimônio e da integridade física das pessoas, no campus da USP, atua ora como proteção e ora como repressão e violência, trata-se da lamentável repetição das contradições já sofridas pela sociedade no seu cotidiano. Mas se acreditamos no papel fundamental da extensão universitária e em nossa participação e articulação com a sociedade, teremos de reafirmar a função fundamental da Universidade de São Paulo: pensar, pesquisar, praticar e oferecer diferentes alternativas aos problemas sociais.

Manifestamos ainda nossa insatisfação com o modo anti-democrático com que a reitoria avalia e decide soluções às questões fundamentais do campus universitário. Entendemos que este episódio denuncia a precariedade das atuais formas de diálogo entre reitoria e comunidade USP. O isolamento administrativo de João Grandino Rodas, e seu inaceitável consentimento com a violência, são sinais críticos de que necessitamos da construção de novos espaços de discussões na Universidade de São Paulo. Queremos discutir estas e outras questões com toda a comunidade USP, tão carente de articulação entre seus cursos e unidades.

Assembleia de Alunos, Professores e Funcionários do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo

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