Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Estudantes da USP e a alma encantadora das ruas


Por Xico Sá


Não que as pequenas barricadas anteriores tenham sido à toa, mas, todavia, porém, como velho invasor da reitoria da UFPE, discordei de alguns pontos. Câmbio de experiências e repertórios. É do juego.

Dialéticos corações à parte, invadir reitoria não basta, vira a versão política de “O Anjo Exterminador”, o grande filme do Luis Buñuel, o gênio dos gênios dos geniais do cinema.

Bienvenidos às ruas, bravos Estudantes da USP. Agora sim. Mirem-se no exemplo dos chilenos. Vamos pedir 10% do PIB para a educação pública e de qualidade, causa que já tem muita gente defendendo no PatroPizza.

Agora sim, sem carecer explicação ou debates, vocês mostram que a causa é além do baseado, além do pesadelo da PM, além da babaquice dos que acham que não passam de mimados filhinhos de papais das Perdizes.

Estudante na rua sempre traz bom presságio.

Basta estar na rua para o discurso crescer naturalmente.

Para sair do gueto universitário.

Pra eliminar a arquitetura de caso pensado da Ditadura dos milicos: campis distantes do centro, faculdades isoladas, ilhas, desertos de homens e ideias.

A rua, eu gosto é da rua.

Bienvenidos às ruas, bravos Estudantes da USP.

À la calle, como os chilenos, me gusta la causa de los estudiantes.

A rua naturalmente amplia o discurso, a rua é o megafone da alma encantadora, de João do Rio ao dia histórico de hoje.

Comentários

Postagens mais visitadas