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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Ativista do AfroReggae foi executada

Pela manhã vi e retuitei as mensagens de José Júnior, do AfroReggae, dando conta do sequestro da mediadora de conflitos do grupo, Tânia Moreira. Lamentavelmente, a ativista foi encontrada morta.
Do UOL


O coordenador do AfroReggae, José Júnior, afirmou nesta sexta-feira (11), que reconheceu no IML (Instituto Médico Legal) de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o corpo da funcionária da ONG, Tânia Cristina Moreira, 44.

Tânia era mediadora de conflitos e atuava em um grupo que conversava com criminosos para tentar diminuir a violência e os conflitos entre facções rivais. A vítima teria sido levada de sua casa, em Vigário Geral, na zona norte do Rio de Janeiro, na quinta-feira (10) por dois ou três homens armados. Segundo Júnior, este é o primeiro caso de sequestro seguido de morte de um mediador da ONG.

Policiais da 38ª DP (Brás de Pina) eda Divisão Anti-Sequestro estão investigando o caso. O delegado Gilberto Dias, do 38ª DP, afirmou à reportagem que a polícia ainda está investigando as circunstâncias do caso e que, segundo informações preliminares, a vítima foi morta com um tiro. O companheiro de Tânia e uma amiga já prestaram depoimento e afirmaram não saber de nenhuma ameaça de morte que a mediadora vinha sofrendo. Ninguém foi preso.

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