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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Após desocupar FFLCH/USP, estudantes ocupam reitoria


No UOL
Após assembleia realizada na noite desta terça-feira (1º), onde estudantes da USP (Universidade de São Paulo) decidiram desocupar o prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), ocupado desde a última quinta-feira (27), uma nova assembleia decidiu pela ocupação do prédio da reitoria da universidade, que foi invadido no início da madrugada desta quarta-feira (2).A representante da Comissão de Comunicação da Ocupação confirmou o fato ao UOL Notícias por telefone, mas não forneceu mais detalhes sobre o caso.

O prédio da FFLCH foi ocupado em protesto contra a ação da Polícia Militar no campus Butantã. Dos mais de mil presentes na assembleia, 559 votaram a favor da desocupação e 468 contra.


Mais cedo, cerca de 300 alunos favoráveis à PM na USP fizeram um ato dentro do campus. Ontem (31), outros 300 estudantes e funcionários contrários à PM fizeram um protesto no campus e fecharam a rua Alvarenga, que fica em frente ao portão principal da USP.

Os estudantes pedem a revogação do convênio assinado em setembro entre a USP e o governo que permite a PM no campus e exigem a retirada dos processos administrativos contra trabalhadores e alunos que participaram de atos políticos.

Nesta terça, a Congregação da FFLCH –órgão mais importante da unidade– emitiu uma nota dizendo que irá procurar a reitoria e o conselho gestor para buscar uma reavaliação do convênio entre USP e PM.

A congregação criticou o convênio e a atuação da PM na universidade. A unidade defende ainda uma nova política de segurança na USP, compatível com os direitos humanos e que esteja ao lado da comunidade acadêmica.

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