Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

A Primavera de Manaus

Por Luís Nassif



Ao longo do dia, vocês conhecerão em detalhes um episódio ilustrativo do Brasil contemporâneo, juntando de um lado jovens tuiteiros, de outro o pacto entre o coronelismo mais atrasado e as grandes redes de comunicação, em um dos mais podres sistemas políticos brasileiros: o do Amazonas.

Entenderão o cerne do poder político dos coronéis regionais, a parceria com o governo federal, para obter o apoio dos três senadores de cada estado, e com as grandes redes de comunicação, para terem acesso às verbas estaduais.

Saberão da hipocrisia daqueles que, no sudeste, criticam o atraso político em outras regiões, mas sustentam esse anacronismo por interesses muito objetivos.

Conferirão que não existem idiossincrasias nas relações políticas e midiáticas: Amazonino é do PDT de Leonel Brizolla; Tiradentes da CBN da família Marinho.

Os capítulos já disponibilizados:

Twitteiros versus coronéis da selva.

A fonte de poder dos coronéis regionais.

As primeiras represálias ao movimento.

O radialista que amava Roberto Carlos.

A invasão do posto de saúde.

A suspensão com base em um documento falso.

O terror no jogo político do Amazonas.

Comentários

Postagens mais visitadas