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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

William Waack e o grotesco jornalismo subserviente



A Globo se manifestar para defender William Waack é grotesco, mas compreensível.  O fato de seu jornalista ter entrado no centro do Trending Topics do twitter e da polêmica por ser referido como fonte fez com que a emissora se manifestasse dizendo que a notícia era um absurdo - mas o nome de Waack está lá nos cables divulgados pelo Wikileaks.
O que é incompreensível é que um jornalista brasileiro não se envergonhe de se manifestar publicamente de maneira tão subserviente quanto faz o autor deste blog.  Lembra o episódio relatado por Martin Granovsky, do Página 12 da Argentina, quando Lula recebeu o título honoris causa na Science Po na França.
Segue o texto abaixo:
Eu nunca reparei muito no jornalista William Waack.Sua estampa na tela da Globo significava tão somente um correspondente qualquer, um repórter com status de enviado especial em algumas reportagens internacionais, principalmente de cunho econômico.
Apresentadores de telejornais nunca me transmitem as mesmas qualidades dos comentaristas e editorialistas, como nos casos de Alexandre Garcia, Joelmir Beting, Arnaldo Jabor ou Fernando Mitre, que carregam em suas falas um currículo de enriquecido intelecto.
Waack sempre foi para mim apenas o repórter avançado (no sentido geográfico) trazendo notícias repercutidas nos EUA. Era uma espécie de William Bonner em inglês ou um Paulo Henrique Amorim com ternos acima de cinco mil dólares.
Mas, depois que publicaram a notícia revelada pelo pessoal do Wikileaks, de que o nosso WW é um suposto agente jornalístico em favor dos EUA, um "cabo Anselmo" às avessas tramando em nome da pátria da Liberdade e da Democracia, começo a olhá-lo com outros olhos.
Estou me tornando um fã do jornalista global e até sentindo um pouqinho de inveja. Um dos tantos sonhos de consumo e desejos ideológicos que eu tenho é prestar serviço um dia aos EUA, desde que seja para enfraquecer ditaduras comunistas e ameaças totalitárias da esquerdopatia latina.
Eu daria toda a minha coleção de HQ para ser um espião tupiniquim a serviço do império do pensamento livre e das liberdades individuais, contraponto histórico aos conceitos coletivistas das viúvas do stalinismo. Daqui de Natal, meu abraço ao William Waack (se ele for mesmo aquilo que dizem dele, claro).

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