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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Vigilância sanitária encontra mais tecidos importados irregularmente

Perfil do proprietário da empresa, Altair Teixeira de Moura. A partir da dica de leitores.

No segundo dia de inspeção na fábrica da empresa que importou dois contênieres com lixo hospitalar, a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) voltou a encontrar tecidos com manchas suspeitas de serem de sangue. Diferentemente da primeira vistoria, a Apevisa priorizou lençóis e fronhas com inscrições de hospitais e entidade norte-americanas, para caracterizar que o material foi mesmo descartado por hospitais. E não poderia ter sido utilizado novamente.

“Preferimos coletar material com algumas evidências. Já tínhamos muito tecido com manchas. Encontamos muitos jalecos e lençóis para mostrar que o material foi de hospital, o que configura que é lixo hospitalar”, disse o gerente da Apevisa, Jaime Brito. A razão social da empresa importadora da carga é Na Intimidade. Mas o nome fantasia é Império do Forro de Bolso. Ela tem duas fábricas: uma em Santa Cruz do Capibaribe e outra em Toritama, os dois municípios no Agreste do Estado. Ambas vendem tecidos para fazer forros de bolso. O quilo custa R$ 8,75. A inspeção de ontem foi na fábrica de Toritama, instalada na rodovia PE-90. No local, havia apenas um funcionário. “Ele disse que pegou a chave com o vigia da noite e recebeu orientação de abrir, no caso de alguém chegar”, contou Jaime Brito. O proprietário da fábrica ainda não foi identificado.

Na inspeção da última sexta à instalação de Santa Cruz do Capibaribe, um dos funcionários da fábrica disse que os 13 trabalhadores não sabiam que manuseavam lixo hospitalar. Não usavam, inclusive, materiais de proteção, como luvas. “Alguns até desconfiavam. Mas eram informados pelo dono de que não havia problema”, contou Jaime Brito.

Além dos dois contêineres interceptados no Porto de Suape com 46 toneladas de lixo hospitalar, a empresa importou mais 14 contêineres, totalizando 322 toneladas do mesmo tipo de carga. A empresa foi interditada pena Apevisa por 90 dias. A entidade sustenta que outras seis cargas do mesmo material já teriam sido descarregadas em Pernambuco.

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