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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Tunísia elege maioria muçulmana para Constituinte

Do UOL

O partido islamita moderado Movimento An Nahda ganhou as eleições para a Assembleia Constituinte realizadas neste domingo (23) na Tunísia, segundo os primeiros dados não oficiais proporcionados pelos partidos consultados pela Agência "EFE".
Enquanto a Instância Superior Independente para as Eleições (ISIE) informou que os resultados definitivos e oficiais serão anunciados na terça-feira, os principais partidos em disputa dispõem de informação obtida com dados de seus fiscais nas diferentes circunscrições.

Segundo fontes do An Nahda, "os votos obtidos superaram amplamente o que predisseram as pesquisas, por isso que, em vez de 20% previsto, teria se chegado a mais de 40% de votos favoráveis, em uma primeira apuração, uma percentagem que pode ser vista aumentando conforme avançarem as contagens".

Por sua parte, Abdelhamid Eslassi, diretor da campanha eleitoral do An Nahda, anunciou em entrevista coletiva que sua legenda obteve "mais doe 50% dos votos dos tunisianos que vivem no estrangeiro", o que lhes proporciona 10 das 18 cadeiras que lhes correspondem na Assembleia.

A secretária-geral do Partido Democrático Progressista (PDP, centro), Maya Zribi, reconheceu que os eleitores preferiram votar nos islamitas.

"Nos inclinamos perante a decisão do povo. Com os dados que temos constatamos uma tendência no voto a favor das listas islamitas, e o limite de nossos resultados", disse em declarações à Efe.

Ridha Ben Fadel, chefe de campanha da coalizão de partidos laicos de esquerda, Polo Democrático Modernista (PDM), declarou que "o conjunto da família progressista não poderá reunir uma maioria na nova Assembleia Constituinte, segundo se nota com a rodada de consultas".

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