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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Tunísia elege maioria muçulmana para Constituinte

Do UOL

O partido islamita moderado Movimento An Nahda ganhou as eleições para a Assembleia Constituinte realizadas neste domingo (23) na Tunísia, segundo os primeiros dados não oficiais proporcionados pelos partidos consultados pela Agência "EFE".
Enquanto a Instância Superior Independente para as Eleições (ISIE) informou que os resultados definitivos e oficiais serão anunciados na terça-feira, os principais partidos em disputa dispõem de informação obtida com dados de seus fiscais nas diferentes circunscrições.

Segundo fontes do An Nahda, "os votos obtidos superaram amplamente o que predisseram as pesquisas, por isso que, em vez de 20% previsto, teria se chegado a mais de 40% de votos favoráveis, em uma primeira apuração, uma percentagem que pode ser vista aumentando conforme avançarem as contagens".

Por sua parte, Abdelhamid Eslassi, diretor da campanha eleitoral do An Nahda, anunciou em entrevista coletiva que sua legenda obteve "mais doe 50% dos votos dos tunisianos que vivem no estrangeiro", o que lhes proporciona 10 das 18 cadeiras que lhes correspondem na Assembleia.

A secretária-geral do Partido Democrático Progressista (PDP, centro), Maya Zribi, reconheceu que os eleitores preferiram votar nos islamitas.

"Nos inclinamos perante a decisão do povo. Com os dados que temos constatamos uma tendência no voto a favor das listas islamitas, e o limite de nossos resultados", disse em declarações à Efe.

Ridha Ben Fadel, chefe de campanha da coalizão de partidos laicos de esquerda, Polo Democrático Modernista (PDM), declarou que "o conjunto da família progressista não poderá reunir uma maioria na nova Assembleia Constituinte, segundo se nota com a rodada de consultas".

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