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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Tropas americanas saem do Iraque até o fim do ano

Do UOL

O governo dos Estados Unidos anunciou oficialmente a decisão de retirar todas as tropas americanas que ainda estão no Iraque até o fim deste ano, afirmou o presidente Barack Obama nesta sexta-feira.

De acordo com informações publicadas pelo jornal local "The Washington Post", a decisão veio após o fracasso da tentativa americana de chegar a um acordo com as autoridades iraquianas para deixar milhares de soldados no país para operações especiais e treinamento."Como prometido, o restante de nossas tropas no Iraque voltará para casa até o final do ano. Após quase nove anos, a guerra da América no Iraque estará acabada", disse Obama em declaração na Casa Branca, ressaltando que os EUA continuarão interessados na segurança do país.

Segundo a emissora de TV CNN, apenas 150 soldados devem permanecer no país necessários para proteger o complexo da embaixada americana em Bagdá e seus milhares de funcionários e diplomatas.

Os EUA queriam inicialmente que 40 mil americanos continuassem em território iraquiano trabalhando no treinamento de forças nacionais e ajudando na segurança local, plano que não se concretizará com o anúncio de hoje.

"Hoje posso dizer que nossos soldados no Iraque definitivamente estarão de volta até as festas de fim de ano".

O anúncio de hoje vai de acordo com o previsto pela administração de George W. Bush, porém, as negociações entre o governo Obama e autoridades iraquianas vêm ocorrendo há meses em relação a quantos soldados permaneceriam no país. Segundo Obama, a saída das tropas é parte de um período de transição, iniciado há anos.O presidente Barack Obama e o premiê do Iraque, Nouri al Maliki, conversaram hoje por telefone para concretizar a retirada, segundo fontes citadas pelo jornal americano.

O fracasso nas negociações, de acordo com o "The Washington Post", pode trazer problemas de segurança para o governo iraquiano, ainda muito dividido, e para a administração de Obama, que herdou a guerra mas prometeu uma retirada ordenada. Caso uma onda de violência estoure no Iraque após a retirada das tropas, os EUA poderiam levar a culpa por terem abandonado o país.

Na semana passada, o Exército americano transferiu o controle do espaço aéreo de Bagdá às autoridades iraquianas, e com este passo ficou sob sua supervisão todo o céu do país, algo inédito desde 2003, segundo informou o comando militar dos Estados Unidos.

No último dia 1º, as Forças Armadas americanas passaram a gestão do espaço aéreo do setor Bagdá/Balad, o mais movimentado e complexo do país, à Autoridade de Aviação Civil do Iraque, segundo um comunicado do comando americano.

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