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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Tropas americanas saem do Iraque até o fim do ano

Do UOL

O governo dos Estados Unidos anunciou oficialmente a decisão de retirar todas as tropas americanas que ainda estão no Iraque até o fim deste ano, afirmou o presidente Barack Obama nesta sexta-feira.

De acordo com informações publicadas pelo jornal local "The Washington Post", a decisão veio após o fracasso da tentativa americana de chegar a um acordo com as autoridades iraquianas para deixar milhares de soldados no país para operações especiais e treinamento."Como prometido, o restante de nossas tropas no Iraque voltará para casa até o final do ano. Após quase nove anos, a guerra da América no Iraque estará acabada", disse Obama em declaração na Casa Branca, ressaltando que os EUA continuarão interessados na segurança do país.

Segundo a emissora de TV CNN, apenas 150 soldados devem permanecer no país necessários para proteger o complexo da embaixada americana em Bagdá e seus milhares de funcionários e diplomatas.

Os EUA queriam inicialmente que 40 mil americanos continuassem em território iraquiano trabalhando no treinamento de forças nacionais e ajudando na segurança local, plano que não se concretizará com o anúncio de hoje.

"Hoje posso dizer que nossos soldados no Iraque definitivamente estarão de volta até as festas de fim de ano".

O anúncio de hoje vai de acordo com o previsto pela administração de George W. Bush, porém, as negociações entre o governo Obama e autoridades iraquianas vêm ocorrendo há meses em relação a quantos soldados permaneceriam no país. Segundo Obama, a saída das tropas é parte de um período de transição, iniciado há anos.O presidente Barack Obama e o premiê do Iraque, Nouri al Maliki, conversaram hoje por telefone para concretizar a retirada, segundo fontes citadas pelo jornal americano.

O fracasso nas negociações, de acordo com o "The Washington Post", pode trazer problemas de segurança para o governo iraquiano, ainda muito dividido, e para a administração de Obama, que herdou a guerra mas prometeu uma retirada ordenada. Caso uma onda de violência estoure no Iraque após a retirada das tropas, os EUA poderiam levar a culpa por terem abandonado o país.

Na semana passada, o Exército americano transferiu o controle do espaço aéreo de Bagdá às autoridades iraquianas, e com este passo ficou sob sua supervisão todo o céu do país, algo inédito desde 2003, segundo informou o comando militar dos Estados Unidos.

No último dia 1º, as Forças Armadas americanas passaram a gestão do espaço aéreo do setor Bagdá/Balad, o mais movimentado e complexo do país, à Autoridade de Aviação Civil do Iraque, segundo um comunicado do comando americano.

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