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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Rômulo Lemos: Ex-namorada denuncia violência e ameaça

Do UOL

A divulgação das imagens da agressão do comerciante Rômulo Lemos do Nascimento, 22, à estudante de direito Rhanna Umbelino Diógenes, 19, em uma boate de Natal (RN), na semana passada, terminou em novas denúncias contra o jovem. Segundo a Justiça do Rio Grande do Norte, uma mulher com quem Rômulo tem um filho já ingressou com um processo contra ele no Juizado de Violência Contra a Mulher na comarca de Parnamirim, região metropolitana de Natal, no último mês de agosto.
No processo, ela e o Ministério Público Estadual denunciam Rômulo por agressão. Sob a condição de não ter a identidade revelada, uma ex-namorada do jovem afirmou ao UOL Notícias que também já foi agredida e sofreu ameaças para não denunciar o caso. Com medo, ela terminou retirando a queixa na delegacia da mulher.

A jovem contou que preferiu acabar o namoro e não ter mais nenhum contato com o comerciante, a ter que levar o caso adiante e enfrentá-lo nos tribunais. Segundo ela, logo no início do relacionamento, Rômulo já se mostrou violento em uma discussão. “Em poucos dias minha vida se tornou um inferno. Em uma das vezes, eu apanhei com socos no rosto porque atendi a uma ligação de uma amiga que ele não gostava”, relembra.
Ela afirmou que o rapaz tem diversos inimigos “por gostar de arrumar confusão com todo mundo.”  “Os problemas que ele tem, acha que resolve com pancadaria. Para mim, esse caso da agressão a Rhanna não é novidade. Ele bateu também em outras ex-namoradas e na ex-mulher. Depois que acabei o namoro as pessoas vieram contar o que ele já aprontou com outras garotas”, afirmou.

Procurado pela polícia

Policiais da Delegacia Especializada em Defesa da Mulher estão à procura do comerciante. O jovem é acusado de quebrar o antebraço da estudante de direito Rhanna Umbelino Diógenes após a jovem recusar um beijo em uma boate da zona sul de Natal (RN).
Segundo o delegado Francisco Quirino Filho, Rômulo tem “destino incerto e não sabido.” Ele contou que agentes foram entregar a intimação no endereço informado pela Comarca de Parnamirim, onde o jovem responde a um processo por violência doméstica, e foram informados que o jovem não morava mais lá.
“Esta semana vamos novamente entregar a segunda intimação e caso ele não seja localizado iremos informar que ele está desaparecido à Comarca de Parnamirim, que determinou que o rapaz não mudasse de endereço sem informar à Justiça seu paradeiro. Depois disso, se a Justiça determinar, ele poderá ser considerado foragido e ter decretada a prisão preventiva ou algo similar”, informou o delegado.
Quirino Filho disse que o acusado é reincidente em agredir mulheres e que nos registros da Delegacia Especializada em Defesa da Mulher da zona norte, em Natal, existe uma queixa aberta por uma ex-namorada do comerciante.
Sobre a agressão na boate, o delegado informou que a polícia já analisou as imagens que foram cedidas pela casa noturna e disse que não há dúvidas de que Rômulo agrediu a jovem por um motivo fútil. “Ele abordou Rhanna duas vezes. Uma quando ela estava sentada numa cadeira da boate, quando insistiu por um beijo. Depois ele a encontrou na pista de dança e a chamou para dançar. Mas como houve uma negação, ele a segurou a força pelo braço até conseguir golpear pelas pernas. Da forma que ele a agrediu sabemos que ele aplicou um golpe de jiu-jitsu”, disse o delegado.

O caso Rhanna

No último sábado, os médicos retiraram os pontos da cirurgia do braço de Rhanna e informaram que na próxima semana ela deverá iniciar as sessões de fisioterapia para recuperar os movimentos no punho e braço. A estudante ainda deverá passar por uma outra cirurgia reparadora.
A estudante relatou que recebeu inúmeras mensagens de incentivo para continuar a denúncia contra o agressor. Ela contou que no fim de semana, depois que a agressão foi veiculada em sites nacionais, recebeu mais de mil convites de pessoas solidárias a causa no seu perfil no Facebook. Para ela, o “retorno da sociedade indignada com o caso já faz parte da Justiça que deverá ser feita para punir o agressor”.
O UOL Notícias entrou em contato, no final da manhã desta segunda-feira (17), com o advogado de Nascimento, Durvaldo Varandas, para que ele comentasse as acusações, mas ele pediu que retornasse a ligação após meia hora. A reportagem tentou por diversas vezes falar novamente com o advogado, mas ele não atendeu nem retornou as ligações.

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