Do UOL
A divulgação das imagens da agressão do comerciante Rômulo Lemos do
Nascimento, 22, à estudante de direito Rhanna Umbelino Diógenes, 19, em
uma boate de Natal (RN), na semana passada, terminou em novas denúncias
contra o jovem. Segundo a Justiça do Rio Grande do Norte, uma mulher
com quem Rômulo tem um filho já ingressou com um processo contra ele no
Juizado de Violência Contra a Mulher na comarca de Parnamirim, região
metropolitana de Natal, no último mês de agosto.
No processo, ela e o Ministério Público Estadual denunciam Rômulo
por agressão. Sob a condição de não ter a identidade revelada, uma
ex-namorada do jovem afirmou ao
UOL Notícias
que também já foi agredida e sofreu ameaças para não denunciar o caso.
Com medo, ela terminou retirando a queixa na delegacia da mulher.
A jovem contou que preferiu acabar o namoro e não ter mais nenhum
contato com o comerciante, a ter que levar o caso adiante e enfrentá-lo
nos tribunais. Segundo ela, logo no início do relacionamento, Rômulo já
se mostrou violento em uma discussão. “Em poucos dias minha vida se
tornou um inferno. Em uma das vezes, eu apanhei com socos no rosto
porque atendi a uma ligação de uma amiga que ele não gostava”, relembra.
Ela afirmou que o rapaz tem diversos inimigos “por gostar de
arrumar confusão com todo mundo.” “Os problemas que ele tem, acha que
resolve com pancadaria. Para mim, esse caso da agressão a Rhanna não é
novidade. Ele bateu também em outras ex-namoradas e na ex-mulher.
Depois que acabei o namoro as pessoas vieram contar o que ele já
aprontou com outras garotas”, afirmou.
Procurado pela polícia
Policiais da Delegacia Especializada em Defesa da Mulher estão à
procura do comerciante. O jovem é acusado de quebrar o antebraço da
estudante de direito Rhanna Umbelino Diógenes após a jovem recusar um
beijo em uma boate da zona sul de Natal (RN).
Segundo o delegado Francisco Quirino Filho, Rômulo tem “destino
incerto e não sabido.” Ele contou que agentes foram entregar a
intimação no endereço informado pela Comarca de Parnamirim, onde o
jovem responde a um processo por violência doméstica, e foram
informados que o jovem não morava mais lá.
“Esta semana vamos novamente entregar a segunda intimação e caso
ele não seja localizado iremos informar que ele está desaparecido à
Comarca de Parnamirim, que determinou que o rapaz não mudasse de
endereço sem informar à Justiça seu paradeiro. Depois disso, se a
Justiça determinar, ele poderá ser considerado foragido e ter decretada
a prisão preventiva ou algo similar”, informou o delegado.
Quirino Filho disse que o acusado é reincidente em agredir mulheres
e que nos registros da Delegacia Especializada em Defesa da Mulher da
zona norte, em Natal, existe uma queixa aberta por uma ex-namorada do
comerciante.
Sobre a agressão na boate, o delegado informou que a polícia já
analisou as imagens que foram cedidas pela casa noturna e disse que não
há dúvidas de que Rômulo agrediu a jovem por um motivo fútil. “Ele
abordou Rhanna duas vezes. Uma quando ela estava sentada numa cadeira
da boate, quando insistiu por um beijo. Depois ele a encontrou na pista
de dança e a chamou para dançar. Mas como houve uma negação, ele a
segurou a força pelo braço até conseguir golpear pelas pernas. Da forma
que ele a agrediu sabemos que ele aplicou um golpe de jiu-jitsu”, disse
o delegado.
O caso Rhanna
No último sábado, os médicos retiraram os pontos da cirurgia do
braço de Rhanna e informaram que na próxima semana ela deverá iniciar
as sessões de fisioterapia para recuperar os movimentos no punho e
braço. A estudante ainda deverá passar por uma outra cirurgia
reparadora.
A estudante relatou que recebeu inúmeras mensagens de incentivo
para continuar a denúncia contra o agressor. Ela contou que no fim de
semana, depois que a agressão foi veiculada em sites nacionais, recebeu
mais de mil convites de pessoas solidárias a causa no seu perfil no
Facebook. Para ela, o “retorno da sociedade indignada com o caso já faz
parte da Justiça que deverá ser feita para punir o agressor”.
O
UOL Notícias entrou em contato, no final da
manhã desta segunda-feira (17), com o advogado de Nascimento, Durvaldo
Varandas, para que ele comentasse as acusações, mas ele pediu que
retornasse a ligação após meia hora. A reportagem tentou por diversas
vezes falar novamente com o advogado, mas ele não atendeu nem retornou
as ligações.
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