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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Revista Nature destaca pesquisa de @MiguelNicolelis



Há pouco, pelo twitter, o neurocientista Miguel Nicolelis anunciou a publicação de artigo na revista científica Nature.  A notícia sobre a publicação você encontra aqui e os dados da pesquisa aqui.


Segundo a Nature, a equipe de pesquisadores desenvolveu um implante cerebral que permite a macacos  examinar objetos virtuais através de braços também virtuais controlados por seus cérebros.  O dispositivo é o primeiro passo para o desenvolvimento de próteses ou trajes robóticos que permitam aos usuários interagirem com o mundo sem qualquer feedback visual.
A realidade que se desenha a partir da pesquisa liderada por Nicolelis se aproxima daquela que encontramos em filmes como Avatar ou o mais longíquo Matrix.  Como disse Miguel, é a primeira vez que se demonstra um diálogo bidirecional entre cérebro e máquina através de um sexto sentido: o tato artificial.  Os animais puderam sentir o "tato"sem contato direto de suas peles com os três objetos da experiência.
A matéria destaca ainda a fala do neurocientista Rodrigo Quiroga, da Universidade de Leicester no Reino Unido, que afirma se tratar de um passo crítico no desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina.
É hora de esperar o que dirão os críticos desse importante passo para a ciência tropical do Brasil.  O próximo passo é fazer um paraplégico andar e dar o pontapé inicial da Copa de 2014.

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