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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Retirada placa que chamava golpe de revolução

Do UOL



A Scopus Construtora retirou nesta terça-feira uma placa que chamava o golpe militar de "revolução de 1964".
A placa indicava a construção de um monumento, que está sendo construído na Cidade Universitária da USP, em homenagem aos mortos e desaparecidos da ditadura.

A obra é parte de parceria entre a universidade e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência. Ela é patrocinada pela Petrobras e tem custo estimado em R$ 89 mil.
O termo "revolução" é usado por militares que negam que tenha havido uma ditadura no país de 1964 a 1985.
A reitoria da USP diz que houve falha na confecção.
De acordo com a engenheira da Scopus Rose Martins, o pedido de retirada da placa, que foi fixada em agosto, foi feito na manhã de hoje.
Na tarde de ontem, o termo "revolução" havia sido riscado e a palavra "golpe" foi escrita.
Segundo a secretaria, a obra faz parte do projeto "Direito à Memória e à Verdade", que inclui a criação da Comissão da Verdade.
"Considero o termo utilizado um absurdo", disse a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos).

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