Ao fim do 1º Encontro Mundial de Blogueiros foi aprovada a moção abaixo. Caso você tenha interesse de subscrevê-la, deixe seus dados no link de comentários desde post. Encaminharei todos o nome de todos os que assinarem para o Barão de Itararé para acrescer os que tiverem manifestado.
Moção apresentada no Encontro Mundial de Blogueiros:
Nas últimas semanas, a mídia hegemônica mostrou mais uma vez suas
garras. De forma inescrupulosa, se aproveitou de denúncias vazias para
governar o país no grito.
Inconformados com o fato de terem perdido nas urnas a eleição
presidencial, tentam impor uma agenda negativa para a nova presidente,
tendo como foco a desmoralização dos quadros políticos que ocupam seu
primeiro escalão. Com muito orgulho, os barões da mídia se vangloriam
de ter derrubado o 6º ministro de estado em 10 meses de governo.
O alvo da vez foi o ex-ministro do Esporte Orlando Silva. Baseados em
afirmações feitas por um homem com extensa ficha corrida na justiça,
acionado por ter desviado milhões dos cofres públicos e que não
apresentou nenhuma prova contra o ex-ministro, a mídia criou um
tribunal de exceção para julgar e condenar publicamente Orlando Silva.
Num primeiro momento, a presidente Dilma Rousseff resistiu à investida
da mídia, mas não suportou a pressão e cedeu à chantagem midiática.
Ao se curvar, mais uma vez, aos interesses dos grandes conglomerados de
comunicação e se pautar pela efemeridade das pesquisas de opinião, a
presidente Dilma cria um perigoso precedente para a democracia
brasileira e uma arapuca para o seu governo.
No primeiro caso, porque qualquer pessoa pública passa a ter o ônus da
prova de sua inocência, violando um princípio Constitucional, e pode
ser fuzilada no paredão da sanha reacionária. No segundo, porque a
mídia e a elite conservadora que ela representa se sentem fortes para
continuar a investida contra o seu governo. Já há, inclusive, os que
apontam os próximos alvos. Engana-se a presidente se ela acredita que
adotando uma postura subserviente à mídia ela estará fora do alcance
dos seus fuzis.
Nessa guerra midiática, a estratégia da mídia e das elites é
desmoralizar os partidos que compõe a base do governo e seu primeiro
escalão com o objetivo de enfraquecer a presidente, que pode ser o
próximo alvo.
Este episódio só fortalece a necessidade de o Brasil discutir
urgentemente um marco regulatório para as comunicações. A mídia ataca
os que defendem a regulação porque tem o monopólio da capacidade de
gerar escândalos – mesmo que a partir de fatos que não os justifiquem –
ou de abafá-los, quando lhes interessa. O país não pode mais ser refém
das vontades políticas das poucas famílias que controlam 80% do
conteúdo dos meios de comunicação. Só por meio da regulação é possível
garantir a liberdade de expressão para todos, ampliar o pluralismo e a
diversidade da comunicação brasileira.
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