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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Promotoria denuncia três em caso de morte de Toni Bernardo da Silva

Da Folha de São Paulo






O Ministério Público de Mato Grosso denunciou três pessoas sob acusação de participação no espancamento e morte do estudante africano Toni Bernardo da Silva, 27, em uma pizzaria de Cuiabá.
O empresário Sérgio Marcelo Silva da Costa, 27, e os PMs Higor Macell Mendes Montenegro, 24, e Wesley Fagundes Pereira, 24, irão responder por lesão corporal seguida de morte.
Segundo a Polícia Civil, o estudante, de Guiné-Bissau, envolveu-se em uma briga com o empresário Sérgio Marcelo, que estava com a namorada na pizzaria, no dia 22 de setembro.
De acordo com a polícia, os PMs, que estavam de folga, ajudaram a imobilizar Silva, que foi espancado até a morte.
Presos em flagrante, os três afirmaram apenas que tentaram imobilizar o estudante, que aparentava estar "embriagado ou sob efeito de drogas".

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