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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Primeiros dos cinco cubanos presos é libertado nos EUA

Após 13 anos preso nos Estados Unidos, o cubano René González foi libertado ontem. Ele estava preso desde 1998, tendo sido condenado em 2001, junto com quatro conterrâneos, por espionagem e envolvimento no ataque a dois aviões da oposição cubana em Miami. É o primeiro a ser solto do grupo, que é conhecido em Cuba como "cinco heróis".
González deixou a prisão de Marianna, na Flórida, mas, não voltará a Cuba imediatamente. Sua sentença prevê três anos sob liberdade assistida em solo norte-americano.
Na saída da prisão, González foi recepcionado por suas duas filhas, Irma e Ivette, seu irmão Roberto, seu pai, Cándido, e seu advogado Philip Horowitz. Sua mãe, Irma Sehweret e sua esposa, Olga Salanueva, entretanto, não puderam estar presentes, pois o governo estadunidense não lhes deu autorização para entrar no país.
Segundo seu advogado, González foi examinado depois de deixar a prisão e se encontra em bom estado de saúde.
Além de González, estão presos Gerardo Hernández, Ramón Labaniño, Antonio Guerrero e Fernando González.
As autoridades cubanas admitiram que os “cinco heróis” trabalhavam como agentes, mas afirmaram que sua missão era impedir atos terroristas contra o então presidente Fidel Castro e que não ameaçavam a segurança dos Estados Unidos.
As prisões dos cinco desencadearam, em todo o mundo, vários protestos que contavam com o apoio de intelectuais, familiares, políticos e outros setores da sociedade civil que pediam sua libertação. 
O escritor Fernando Morais publicou há pouco um livro sobre a história dos cinco.

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