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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Por que a operação troca de cadeiras não se realizou

Do Blog do Rovai

A nota anterior foi toda escrita na condicional. Isso em jornalismo não significa especulação ou boato, mas que a hipótese estava em debate. Mas de qualquer forma, entre outras coisas (como dizia o Mané Garrinha), era preciso combinar com os russos para que a operação desse certo.

Neste caso, os russos eram os comunistas do PCdoB, que não aceitaram conversar sobre qualquer acordo que significasse jogar Orlando Silva aos leões. Ou pior, entregá-lo por conta de uma matéria oca, como já disse aqui, da revista Veja. Fizeram muito bem. Mostraram grandeza política. Mas isso não significa que a história vai morrer nesse encontro de Dilma com Orlando. Há muitos interesses em jogo e o ministro virou o alvo da vez.
Aliás, engana-se quem acha que o PT trabalhava com a hipótese de ganhar espaço com a queda de Orlando. Ao contrário, a avaliação de muita gente graduada do partido era (e ainda deve ser) que sua queda seria ruim. Poderia dar mais gás a uma tentativa mais forte de desestabilizaão do governo Dilma num futuro próximo.

Outro motivo que levou Dilma a manter Orlando foi o fato de Pelé ter dito aos interlocutores que o consultaram que não tinha interesse no cargo. Aliás, isso está na nota que escrevi abaixo. A intenção do governo era ter o Rei como uma Rainha da Inglaterra. Mantendo posições no ministério para o PCdoB. E agregando gente do PT e de maior confiança da presidenta.

O MinC entrou nessa história apenas como compensação. A avaliação de Ana de Hollanda no Palácio do Planalto, no PT e até no MinC é a de que ela não tem projeto e continua perdida. E como o PCdoB tem quadros na área, pensou-se em aproveitar essa crise no Esporte para matar dois coelhos com uma cajadada só.

Mas a política é tão dinâmica quanto a vida.

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