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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Para senador tucano "2014 já era"


O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) voltou nesta sexta-feira, 28, a utilizar sua conta no Twitter para externar críticas à direção do partido, alimentando mais uma vez o fogo amigo entre os integrantes da legenda, e ainda fez uma previsão negativa em relação à disputa pela presidência em 2014. “Dessa forma, sem trabalhar direito hoje, sem formular propostas, sem organizar o partido, sem uma oposição firme agora, 2014 já era”, escreveu.Aliado do ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o senador tucano, que em setembro já havia tornado pública a sua insatisfação, lamentou o fato de que, segundo ele, o partido não teria apresentado suas posições sobre temas como a preparação para a Copa de 2014 e a divisão dos Royalties do pré-sal. “O que o PSDB pensa sobre Código Florestal? Sobre lambanças preparatórias da Copa? Na reforma Política, qual é nossa posição?”, questionou Aloysio.

O senador cobrou a reorganização do partido e o recadastramento dos militantes, visando a realização de prévias eleitorais. “A quantas anda a tão alardeada reorganização do partido, especialmente das seções estaduais praticamente dizimadas nas últimas eleições?”, indagou Aloysio, que acrescentou em seguida: “E o recadastramento dos militantes, indispensável à realização de prévias?”

Aloysio Nunes lembrou ainda que a Executiva Nacional “não se reuniu nenhuma vez” desde que foi eleita, no fim de maio. Para o senador, se não se organizar a tempo, o PSDB pode dar adeus à disputa pela Presidência da República. “Dessa forma, sem trabalhar direito hoje, sem formular propostas, sem organizar o partido, sem uma oposição firme agora, 2014 já era.”

Insatisfeito. No mês passado, também na rede social, o senador tucano reclamou que tanto ele quanto o ex-governador de São Paulo José Serra tinham sido ignorados nas inserções estaduais partidárias do PSDB. “Há quase uma década sem representação no Senado Federal, o PSDB paulista me ignorou na propaganda política que está no ar”, escreveu, na época. Os ataques feitos pelo senador renderam até mesmo comentários de outros tucanos. “”Nossa senhora, Aloysio Nunes botou a boca no trombone. Vai voar pena entre os tucanos!”, escreveu o ex-secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo Xico Graziano.

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