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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Para historiador, #OccupyWallStreet não traz "agitação revolucionária". Você concorda?

Foto de Juan Carlos Hernandez


Da Folha de São Paulo

O movimento Ocupe Wall Street, que começou com um acampamento próximo ao centro financeiro de Nova York e se espalhou por várias cidades do país, é sinal de que a inquietação social chegou à classe média americana.
A avaliação é do historiador especializado em Revolução Francesa Robert Darnton. Americano, ele leciona na Universidade de Harvad e é autor de "O Grande Massacre dos Gatos", entre outros.
"Os protestos devem ser levados a sério. Não como uma ameaça de qualquer tipo de agitação revolucionária, mas como um sinal de inquietação profunda", disse à Folha.
Para Darnton, a crescente distância entre ricos e pobres no país a partir dos anos 1990 ainda não havia mobilizado essa fatia da população, que passou a se posicionar contra os altos salários do mercado financeiro. "Eles escolheram um bom alvo", avalia.
Mas, para o historiador, a proposta de taxar milionários, encampada pelos manifestantes, não soluciona os problemas econômicos do país. A ideia de aumentar impostos para os mais ricos acentuou a disputa entre republicanos e democratas.
Congressistas republicanos têm atacado o projeto de taxar milionários nos EUA. O tema acirrou a disputa partidária -entre republicanos e democratas- nos últimos dias. Uma das propostas em debate é lançar uma sobretaxa de mais de 5% sobre rendas anuais. A decisão recente de bancos americanos de cobrar pelo uso do cartão de débito como forma de pagamento em lojas também irritou a classe média dos EUA.

Direção política
O historiador de Harvard afirma que a possibilidade de conduzir politicamente o movimento Ocupe Wall Street em direção a demandas mais claras ainda está indefinida.
"A fúria dos manifestantes, que não têm líderes nem um programa claro, ecoa pelo país e poderia ser sintomática de uma nova onda de tipo populista", afirmou.
Para ele, se "alguém será capaz de aproveitá-la e transformá-la com sentido útil, para quebrar o impasse político em Washington e conseguir algum grau de justiça social" é uma questão aberta.

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