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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#OWS: Prefeitura pode forçar desocupação hoje





Na Folha de São Paulo


A Prefeitura de Nova York e a Brookfield Properties, dona do parque Zuccotti, determinaram uma limpeza da praça em que os manifestantes do movimento "Ocupe Wall Street" acampam desde o dia 17 de setembro, perto do centro financeiro da cidade. Após receberem o comunicado, os manifestantes convocaram concentração a partir das 6h de hoje. Segundo eles, a limpeza da prefeitura já foi usada como pretexto para encerrar protestos pacíficos.
Eles pediram aos apoiadores que permaneçam sentados e de braços dados no parque para impedir a polícia de retirá-los. "O 'Ocupe Wall Street' ganha força, com ações de ocupação acontecendo em cidades de todo o mundo [...], e essa é uma tentativa de nos calar." 

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