Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Ossada de homem com tiro na cabeça encontrada no Araguaia





Na Folha de São Paulo


A ossada de um homem que recebeu um tiro na cabeça foi encontrada em setembro pelo grupo que busca corpos de guerrilheiros mortos na região do Araguaia (divisa entre os Estados do Pará e Tocantins) no período da ditadura militar (1964-1985).
Análises iniciais mostraram que os restos mortais têm características compatíveis com as de um desaparecido político cujo nome é mantido em sigilo. A família dele já foi avisada e forneceu amostras para exames de DNA.
Os restos mortais com perfuração por arma de fogo são considerados o principal achado da atual fase de buscas no Araguaia, que já dura cerca de três anos.
No período já foram verificadas mais de 100 ossadas na região e apenas cinco foram enviadas para a realização de exames de DNA ao INC (Instituto Nacional de Criminalística) da Polícia Federal e ao IML (Instituto Médico Legal) de Brasília.
Segundo a Folha apurou, a descoberta de setembro foi feita na entrada do cemitério da cidade de Xambioá (TO), perto do local onde foram encontradas as ossadas de dois militantes do PC do B, Maria Lúcia Petit da Silva e Bergson Gurjão Farias, no ano de 1991.
Os corpos dos dois guerrilheiros foram oficialmente identificados em 1996 e 2009, respectivamente.
Maria Amélia de Almeida Teles, integrante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, confirmou àFolha a descoberta do corpo com a marca de tiro. Segundo ela, o nome do guerrilheiro com características compatíveis com as da ossada encontrada no Araguaia está sendo mantido em sigilo para preservar a família do militante, que já teria sofrido um abalo com a notícia da descoberta.
A comissão de familiares faz parte do grupo de buscas GTA (Grupo de Trabalho Araguaia), que reúne também representantes dos ministérios da Justiça, da Defesa e entidades ligadas à defesa dos direitos humanos.
Nesta semana teve início a quarta expedição do grupo neste ano.
Jeferson Evangelista Corrêa, legista-chefe do INC, um dos integrantes da missão, também confirmou a descoberta da ossada com perfuração por tiro.
Segundo o legista, a importância do achado só é comparável à descoberta, em meados de 2011, de restos mortais ao lado de ampolas semelhantes às usadas pelos guerrilheiros do Araguaia. Essa ossada também passa por exames de DNA em Brasília.

Comentários

Postagens mais visitadas