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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Pecado Capital: Jornalistas com rabo preso

O resultado da enquete que postei semana passada indica que ao menos meus leitores têm uma opinião muito clara sobre a relação um tanto promíscua entre os jornalistas e os políticos, ao menos no RN.

Sob o impacto da Operação Pecado Capital e as possíveis referências a tantos nomes poderosos na terra (Fernando Faria, Lauro Maia, Expedito Ferreira, Saraiva Sobrinho, Gilson Moura, por exemplo), perguntei:
O que você acha do silêncio da imprensa sobre as referências a políticos e desembargadores na Operação Pecado Capital?

Ninguém votou na opção "Acho que os jornalistas esperam que o MP os inclua na ação". Pela opção do"Nada a ver.Não há nada a se questionar aos desembargadores e outros políticos do estado" esteve apenas um leitor, que correspondeu a 3% dos votos. Os outros 31 votos, ou 96%, consideram que o silêncio da imprensa é "Vergonhoso.Indica que os jornalistas do estado têm rabo preso com os poderosos".

A Operação Pecado Capital foi a segredo de justiça. Desse modo, os promotores do patrimônio público tiveram de recusar o convite para participar de nosso debate, na próxima quinta-feira (06), sobre Corrupção e controle social.  Depois falo melhor sobre o evento.

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