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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#OccupyWallStreet se espalha




Um grupo de ativistas se reuniu neste sábado (01/10) em Washington para levar à capital norte-americana os protestos contra Wall Street e o Congresso daquele país, que começaram em Nova York e estão se espalhando para outras cidades.

"Pedimos a detenção do presidente do Federal Reserve (Banco Central), Ben Bernanke, por todo dinheiro que ele usou dos cidadãos para salvar os bancos", disse um veterano ativista que usou um codinome para se identificar.

As manifestações demonstram a insatisfação de grupos importantes para a reeleição de Barack Obama: jovens, minorias étnicas, sindicatos e mulheres.

Nesta sexta, em Massachusetts, a polícia deteve 12 pessoas entre três mil manifestantes que ocuparam por alguns instantes escritórios do Bank of America, em Boston. Os protestantes declararam solidariedade às centenas de pessoas que ocupam um parque em Manhattan para reclamar contra o socorro do sistema financeiro do país.

Em San Francisco, centenas de pessoas também se uniram ao movimento, chamado de Occupy Wall Street, e protestaram em frente aos escritórios de uma filial do Chase Bank. Seis foram detidos.

"O governo inteiro deveria fechar. O Congresso quer cortar os fundos do seguro social. Isso não são privilégios, são um direito do povo", afirmou um ativista.

A diretora de uma organização civil em Boston, Rachel LaForest, disse que as manifestações são contra "a avareza e os empréstimos usurários dos bancos e o aumento das execuções hipotecárias nas comunidades urbanas".

O presidente da central sindical norte-americana, Richard Trumka, afirmou que "Wall Street está fora de controle e às vezes o único recurso é protestar na rua".

O dirigente estará na próxima semana em Washington para se reunir com democratas e líderes políticos para discutir a elaboração das diretrizes do grupo "American dream", aliança de organizações progressistas que pretende se opor ao conservador movimento "Tea Party".

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