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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#OccupyWallStreet: Médico carioca é um dos organizadores de protestos anticrise em NY

Do UOL

Um médico carioca, de 28 anos, é um dos integrantes e organizadores dos protestos nos Estados Unidos contra o que consideram as "injustiças do sistema financeiro norte-americano".

Os protestos, que começaram em Nova York, já se estenderam para outras grandes cidades dos EUA como Washington, Los Angeles, Boston, Filadélfia, Seattle e Chicago. Alexandre Carvalho estudou Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro e foi para Nova York em setembro de 2009, fazer mestrado em Saúde Pública Global. Acabados os estudos, tem direito a ficar no país trabalhando por um ano.

E trabalha. É consultor do grupo Engenheiros Sem Fronteiras, em um projeto para levar água limpa a uma vila do Quênia, na África.

Dia desses, por acaso, ganhou de uma amiga um folheto de uma organização canadense, a Adbusters, que reúne artistas, ativistas, estudantes e demais interessados no "novo movimento ativista social da era da informação".

A organização lançava a ideia de ocupar Wall Street, centro financeiro dos EUA, e propunha data e horário para uma primeira reunião. Carvalho diz que estava lá "desde o começo", com cerca de 150 pessoas.

Ele diz que virou organizador do comitê de arte e cultura do movimento "Occupy Wall Street" ("Ocupe Wall Street"). Wall Street é a rua do centro financeiro e o símbolo do poder econômico americano.

“Estamos fazendo várias ações de desobediência civil criativa”, conta. Por exemplo? “Fizemos uma marcha de zumbis em Wall Street. É um jeito de você entupir a máquina, fazer uma afirmação política, mas de um jeito estético e criativo.”

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