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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#OccupyWallStreet: Alerta de repressão

Por Altamiro Borges

Após criar forte clima de tensão, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, recuou hoje pela manhã da sua idéia de desocupar à força o Parque Zuccotti, onde estão acampados milhares de manifestantes do movimento “Ocupe Wall Street”. Durante toda a semana, ele fez ameaças de retirar os ocupantes sob a desculpa de que a empresa Brookfield, dono do parque, faria a limpeza do local.

Os manifestantes, acampados na praça desde 17 de setembro, não se intimidaram e convocaram, através das redes sociais, um ato de solidariedade. Argumentaram que a limpeza pública visava encerrar o protesto pacífico. “O Ocupe Wall Street ganha força, com ações de ocupação em cidades de todo o mundo... Essa é uma tentativa de nos calar”, afirmava a convocatória.

Prefeito bilionário e fascista

Diante da resistência, a prefeitura recuou nos seus propósitos provocadores. Mas os ativistas mantêm o estado de alerta. Afinal, o prefeito Michael Bloomberg, do Partido Republicano, é um direitista convicto. Oitavo homem mais rico do país, com uma fortuna avaliada em US$ 20 bilhões, ele não tolera o movimento que denuncia a opulência dos ricos e a miséria dos estadunidenses.

Desde o início do movimento, ele age como um fascista. “Não queremos esse tipo de distúrbio aqui”, afirmou ele no primeiro dia do protesto. Na sequência, a truculenta polícia de Nova York fez várias provocações, espancando e disparando gás de pimenta. Em 1 de outubro, mais de 700 pessoas foram presas e centenas ficaram feridas no dia mais violento contra o protesto.

Solidariedade internacional

No comunicado de hoje pela manhã, a própria prefeitura de Nova York informa que “adiou a limpeza do parque”. Os manifestantes comemoraram a suspensão, mas sabem que a ofensiva não foi descartada – apenas “adiada”. A ordem é resistir. “Não sairemos”, garantem os acampados. Cartazes questionam a repressão. “Policiais, vocês não preferiam prender um banqueiro?”.

O movimento “Ocupe Wall Street” também fez um chamamento à solidariedade no mundo inteiro. Através das redes sociais, ele monitora a ação da polícia para evitar surpresa e sugere que sejam organizadas manifestações nas embaixadas dos EUA espalhadas pelo mundo contra qualquer tipo de repressão. A democracia nos EUA é de fachada. Só engana as mentes colonizadas.

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