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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Occupy Wall Street



Por Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo

Democracia, sim. Plutocracia, não.

Vejo no Instagram, o aplicativo do iPhone para compartilhar fotos, imagens do movimento Occupy Wall Street, e me comovo de alguma forma.

Sim, há resistência nos Estados Unidos ao grupo que tomou conta do poder e fez do país o que é: um paraíso para poucos e um inferno para 99% — a forma como os militantes se referem a si mesmos. “Somos os 99%”, dizem alguns cartazes. J[a faz tempo que o sonho americano se tornou um pesadelo tenebroso para a maioria.O que eles pedem: paz, menos desigualdade, menos privilégios aos bancos. Parte do dinheiro que os americanos gastam para manter sua máquina bélica no mundo mitigaria a pobreza no país. Qual o maior feito de Obama até aqui? Matar bin Laden? Obama é uma farsa, um Bush de outro partido e de outra coloração.

A inspiração vem da Primavera Árabe, os protestos que clamam pela liberdade no Oriente Médio.

Até o bilionário Warren Buffett escreveu um artigo que era um manifesto contra o sistema. “Chega de nos mimar”, disse Buffett. Ele queria mais impostos para os superricos como ele. Proporcionalmente, ele paga menos imposto que seus funcionários.

Li ontem um artigo de Paul Krugman, influente colunista, em que ele dizia que não dava mais para fingir que o movimento é irrelevante. “Alguma coisa está acontecendo aqui”, escreveu Krugman no New York Times. “Finalmente aparece gente que, ao contrário do Tea Party, está com raiva das pessoas certas.” Mais adiante, ele afirma: “A visão dos militantes de Wall Street como uma força destrutiva, política e economicamente, está absolutamente certa.” Wall Street é o coração especulativo dos Estados Unidos.

Os americanos se insurgem, como os árabes. Acordaram.

Demorou.

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