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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Ministério Público ouvirá Bruno Covas

Da Folha de São Paulo


O Ministério Público de São Paulo vai convocar o secretário estadual de Meio Ambiente e deputado estadual Bruno Covas (PSDB) para prestar depoimento no inquérito que investiga a suposta venda de emendas na Assembleia Legislativa paulista.
A Promotoria também quer ouvir outros políticos. Entre eles estão o deputado Dilmo dos Santos (PV), a ex-deputada Patrícia Lima (PR) e o ex-deputado José Antonio Bruno (DEM).
A princípio, Covas, que é pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, e os outros deputados serão chamados a colaborar nas investigações como testemunhas.

Na semana passada reportagens e integrantes do PT levantaram a hipótese de favorecimento a Covas na liberação de emendas. Regra estalecida entre governo e Assembleia prevê que cada um dos deputados tem direito a propor emendas de até R$ 2 milhões por ano. Porém, o PT afirma que, em quatro anos de exercício do cargo de deputado (Covas assumiu a secretaria em 2011), ele obteve a aprovações que somaram R$ 15 milhões. 
Além disso, o secretário contou em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo" que recebeu de um prefeito oferta de propina na negociação de uma emenda. Mais tarde, Covas disse que aquele exemplo era "hipotético".
A estratégia da Promotoria é ouvir Covas logo depois do depoimento do deputado Roque Barbiere (PTB), delator do suposto esquema. O promotor de Justiça Carlos Cardoso, responsável pelo inquérito, vai entrar em contato com Barbiere amanhã para definir a data em que ele será ouvido. A promotoria também deve investigar as emendas de 2007 a 2010.
O inquérito da Promotoria é de natureza cível, com foco na investigação de improbidade. Se surgirem indícios de crimes, como corrupção ativa, um inquérito na área penal deve ser aberto.

Orçamento
Reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" mostrou a existência de acordo entre o Palácio dos Bandeirantes e deputados federais da base aliada ao governo paulista para a concessão de emendas ao Orçamento do Estado no valor de R$ 2 milhões para cada um deles. Por lei, apenas deputados estaduais podem apresentar emendas ao Orçamento do Estado. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) confirmou ontem que deputados federais dão "indicações" que podem ou não ser incorporadas ao orçamento. 
"Os deputados têm emendas na esfera federal mas também fazem indicações na esfera estadual", disse. 

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