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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Líder critica repressão a protestos no Chile

Camila Vallejo, líder dos estudantes chilenos
Do UOL

Depois de 48 horas de violentos confrontos entre manifestantes e policiais nas principais ruas de Santiago (Chile), a presidenta da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECh), Camila Vallejo, condenou os saques e a repressão ocorridos nos últimos dois dias. Vallejo disse hoje (20) que os estudantes, que lideram os protestos, aceitam retomar o diálogo com o governo desde que haja disposição das autoridades em modificar as propostas apresentadas.

Há cerca de sete meses ocorrem manifestações frequentes em várias cidades do Chile. Em geral, as manifestações são comandadas por estudantes que cobram reformas na educação. Vallejo disse que o Chile “precisa avançar” no seu sistema educacional que está “defasado”, porque mantém a mesma estrutura há 30 anos.
Ontem (19), os tumultos foram intensos e ocorreram em frente à Universidade de Santiago, uma das maiores do país, houve confrontos entre manifestantes e policiais, além de barricadas incendiadas. No dia anterior, um ônibus foi queimado em uma das principais avenidas da capital chilena. Nos últimos dias, manifestantes encapuzados também integram os protestos.
De acordo com as autoridades, aproximadamente 1,7 mil pessoas foram presas em sete meses de manifestações. A presidenta da FECh negou que os encapuzados integrem o movimento estudantil. “Não convocamos os encapuzados. Não os convocamos”, ressaltou ela.
O vice-ministro do Interior do Chile, Rodrigo Ubilla, classificou essa etapa dos protestos como um "novo ciclo de violência". Segundo ele, há grupos coordenados que querem gerar uma imagem de violência e desordem pública. O ministro do Interior do Chile, Rodrigo Hinzpeter, avisou que será executada a lei de segurança do estado contra os manifestantes que atearam fogo ao ônibus.
Nos últimos meses, o governo do presidente chileno, Sebastián Piñera, apresentou propostas de reforma da educação e se reuniu por duas vezes com os estudantes para buscar um acordo. As sugestões foram rejeitadas. A principal reivindicação é para a gratuidade do ensino superior no país – atualmente as universidades chilenas são todas privadas.
*Com informações da emissora pública de televisão do Chile, TVN.

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