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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Jornalista agredido no Chile. E a SIP?


 Por Altamiro Borges

Na quinta-feira passada (6), mais um ato de violência foi registrado no Chile. O filhote de Pinochet e barão da mídia Sebastián Piñera, presidente do país vizinho, ordenou a feroz repressão contra mais uma manifestação estudantil em defesa da educação gratuita e de qualidade. A brutalidade do neoliberal não poupou ninguém. Novamente, jornalistas foram agredidos e presos, impedidos de realizar o seu trabalho.

Luis Narváez, da emissora Chilevisión, foi detido após ter reclamado da agressão contra seu colega, o cinegrafista Gonzalo Barahona. A Associação de Jornalistas do Chile condenou a violência policial contra os profissionais de imprensa. Segundo nota emitida pela entidade, "tal conduta parece encaminhada a impedir o direito à informação e representa uma séria ameaça ao exercício jornalístico".

Outros jornalistas também foram agredidos - entre eles, Nicolás Oyarzún, da CNN, e Jorge Rodríguez, da Megavisión. Nos protestos no Chile, que crescem a cada dia, a violência contra os jornalistas tem sido uma constante. Piñera, um neoliberal paparicado pela mídia brasileira, não vacila em adotar práticas conhecidas do período da sanguinária ditadura militar de Pinhochet.

Cadê a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que adora criticar os governos progressistas da região? Cadê a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), que também gostam de se meter nos países vizinhos. Nenhuma nota oficial contra o amiguinho Piñera? Merval Pereira não vai falar nada na TV Globo? Boris Casoy não fará seu biquinho de indignação? Realmente, a SIP e a mídia brasileira são "uma vergonha". Só enganam os ingênuos!

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