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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#HomofobiaNao: "Matei porque ele não me respeitou"

Todas as vezes que leio sobre crimes como o relatado abaixo, me lembro do pastor Flávio Ataliba aqui de Natal e seus pares em nível nacional que afirmam que não existem homicídios motivados por homofobia no Brasil.  A não ser que eles queiram dizer que o argumento de defesa do assassino é válido (e não homofóbico) e a vítima, na verdade, é culpada.  Como se nós, heterossexuais, saíssemos matando toda mulher que nos canta e em quem não estamos interessados.

Do Globo

O ajudante de pedreiro Albert Kroll Kaderc de Souza, de 22 anos foi preso nesta sexta-feira em Volta Redonda. Ele confessou ter assassinado, na madrugada do último dia 7, o atendente Marcelo Antônio Lino, de 23 anos, asfixiando-o com a corrente da coleira de seu cachorro. O corpo da vítima, que trabalhava no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), foi encontrado em adiantado estado de decomposição no dia 11, num terreno baldio no bairro São João.
Albert procurou se justificar afirmando ter sido assediado por Marcelo. O pedreiro contou que, no dia do crime, estava andando com seu cachorro pela Avenida Amaral Peixoto, no Centro da cidade, quando Marcelo saiu de uma boate gay e começou a segui-lo e fazer propostas sexuais.

- Levei Marcelo para o terreno baldio mandei que ele ficasse de costas e, com a corrente, dei de seis a sete trancos no pescoço dele. Mesmo assim ele não morreu. Por isso, eu segurei a corrente e o arrastei por cerca de dez metros, até me certificar que ele estava morto - disse Albert, acrescentando que não estava arrependido.

Na 93ª DP (Volta Redonda), para onde foi levado, o pedreiro negou ser homofóbico, mas admitiu não gostar de gays, e disse ter matado a vítima porque ela insistiu em manter relações sexuais com ele:

- Não gosto de gays, mas sempre respeitei essa raça. Matei porque ele (vítima) não me respeitou, quando me cantou (assediou) - disse.

A polícia chegou a Albert graças a uma denúncia anônima. Ele foi preso perto de casa, no bairro Monte Castelo, e indiciado por homicídio triplamente qualificado. A Justiça já decretou sua prisão temporária por 30 dias. Segundo policiais, esse foi o terceiro homicídio ocorrido por motivação homofóbica este ano no município.

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