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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#HomofobiaNao Manifestantes realizam ato em São Paulo

Do UOL



Manifestantes realizaram na noite de sábado (8) um protesto na esquina das ruas Bela Cintra e Fernando de Albuquerque, na Consolação, região central de São Paulo, onde um casal gay foi agredido na madrugada do dia 1º de outubro.

O ato foi articulado por amigos do casal e ativistas do movimento LGBT no Facebook, na página "Todo mundo gay no Facebook", que contava com a presença confirmada de 3.130 pessoas. O evento foi marcado para às 23h30, hora em que o analista fiscal Marcos Paulo Villa, 32, e o namorado foram agredidos, depois de saírem do bar Sonique.

"A maioria das pessoas não consegue sequer imaginar a possibilidade de se tornarem vítimas de um ataque tão bárbaro, covarde e gratuito, motivado apenas pelo ódio de alguns seres humanos pobres de espírito. Todo nosso mundo foi abalado", diz Villa, em carta divulgada à imprensa no local. Villa, porém, não pôde participar do encontro, pois estava ao lado do namorado, internado no hospital Nossa Senhora de Lourdes, no Jabaquara.

Com velas coloridas, faixas de protesto e purpurina no chão, os participantes reivindicaram a aprovação do PLC 122, o "Projeto de Lei por um Brasil sem Homofobia". "São velas de luto, pela agressão. Mas também são velas de luta, porque precisamos reivindicar o respeito aos nossos direitos", diz o estudante Guilherme Rodrigues, de 23 anos.

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