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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Grupos contra a corrupção perdem força nas redes sociais

Depois que o governo tucano foi alvo de denúncias substanciais de corrupção, as marchas perderam a força. Até Bruno Covas foi envolvido.
A questão principal é que marcha alguma enfrentará o problema real da origem da corrupção: corrupção é questão ético-moral ou é um problema estrutural da acumulação de excedente pela sociedade? Adianta enfrentar corruptos e esquecer os corruptores? Adianta enfrentar corrupção e esquecer seus braços dispostos sob o Estado e a nossa concepção de sociedade e organização estatal? Mais importante: uma marcha dará conta dessas questões?



Na Folha de São Paulo

Grupos que se organizaram pelo Facebook planejam para o feriado em 12 de outubro novas manifestações anticorrupção em 11 Estados.
Os protestos, porém, devem ser menores que os vistos no Sete de Setembro.
Naquele, mais de 130 mil pessoas confirmaram presença no site. Agora, o número caiu para cerca de 40 mil.
Fora da internet, as manifestações de setembro tiveram baixa adesão, com exceção de Brasília, que reuniu cerca 12 mil pessoas, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.
Em São Paulo, 1.200 pessoas foram à avenida Paulista. À Cinelândia, no Rio, foram cerca de 50 pessoas. Os grupos, que desta vez se uniram na organização dos atos, se dizem apartidários. Com ataques à classe política em geral, eles têm como bandeiras o fim das votações secretas no Congresso, a validação da Lei da Ficha Limpa e a transformação da corrupção em crime hediondo.
Para Lucas Lhamas, do Anonymous, o principal é a união dos grupos. "A questão do número de pessoas é um tanto relativa", disse.
Rodrigo Montezuma, do Brasil contra Corrupção, afirma que, se uma das reivindicações for atendida, o saldo das manifestações já é positivo. "Mas, não tenho perspectiva de a gente continuar fazendo protesto todo mês."
Já Ligya Fernandez, do grupo Caras Pintadas, acredita que o movimento está mais fortalecido. "As pessoas estão participando mais."

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