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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: Coincidência ou pintamos um alvo sobre nós?

Algumas coisas que acontecem são pura coincidência.  Mas quando uma série de coincidências acontece muito perto, a gente pode desconfiar.
Eu desconfio por natureza.  E nessa desconfiança três fatos ocorridos esta semana chamaram a atenção.
Todos sabem que realizamos na última quinta-feira (06.10) o debate sobre Corrupção e controle social, na livraria Siciliano do Midway Mall.  Participaram do bate-papo, que reuniu mais de 50 pessoas e teve transmissão pela twitcam, o promotor do patrimônio público Emanuel Dayan, o chefe do escritório da Controladoria Geral da União, Moacir Oliveira, e o cientista político e professor da UFRN, Antônio Spinelli.

Antes do início do evento, esteve entre nós um fotógrafo fazendo diversas fotos.  Achei que era alguém ligado à CGU, até que a assistente do Moacir nos perguntou se o fotógrafo havia sido levado por nós.  Nem pelo #BlogProgRN, nem pelo Diálogos Criativos, nem pela CGU.  Descobrimos que o fotógrafo, até agora desconhecido, procurou a assessoria da Siciliano pedindo autorização para cobrir nosso evento.  Suas fotos não estão disponíveis ainda na Internet.  E nenhum de nós o conhece.
Isoladamente, o fato já chamaria a atenção.  Aliado a isso, relatos deram conta de que havia um rapaz ao telefone no café Genot, antes de começarmos o nosso debate.  A coincidência é que o mesmo rapaz foi visto com a mesma atitude, ao telefone, nas três últimas vezes que nos reunimos na Siciliano.  Coincidência?
No dia seguinte, uma jovem estudante universitária ligada ao movimento #ForaMicarla, de quem preservarei a identidade por enquanto, relatou que, pouco antes de me encontrar para almoçar na sexta-feira, recebeu um telefonema de alguém que queria falar com "Micarla".  Perguntou inclusive se ela era amiga de Micarla.
Coincidência ou será que pintamos um alvo sobre nós?

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