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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#FolhaXFalha: Folha esconde calúnias e ataques pessoais ao noticiar carta em que anuncia fugir da audiência de amanhã em Brasília

Do Blog Desculpe a Nossa Falha

"Tratar o humor como ilícito e, no fim das contas, é a mesma coisa que censura", dizem as advogadas da Folha, Taís Gasparian e Mônica Galvão

Depois de quase 400 dias fugindo do debate que começou por conta de um processo de censura que eles mesmos abriram, ontem a Folha de S.Paulo resolveu ir pra briga. Na carta enviada à Comissão de Legislação Participativa para informar que recusavam o convite para debater no Congresso Nacional a censura que patrocina contra o blog Falha de S.Paulo, a Folha prestou um grande serviço de utilidade pública. Deu um show de prepotência (chegou a chamar o deputado que propõe o ato de desinformado) e má-fé e mostrou táticas toscas de difamação dignas da Veja. Explico, a partir de trechos da carta (reproduzida no pé deste post):

1) O jornal fala várias vezes que não estávamos fazendo sátira. Fora o fato de que MESMO QUE ISSO FOSSE VERDADE a censura não se justifica, essa é a opinião mais isolada dos 90 anos de história da Folha. A Justiça não acredita. NENHUM blog também. Tampouco apareceu algum advogado, ativista ou jornalista disposto a comprar essa versão. E o engraçado é que, como as informações circulam, sabemos muito bem que os jornalistas da PRÓPRIA FOLHA (fora os que assinam a carta, ou talvez nem eles) também não engolem essa balela da direção.

2) O jornal nos acusa de “não ser independentes” e de estar a serviço do PT. Essas afirmações poderiam render um belo processo de calúnia e difamação contra o trio que assina o documento. Caros Otávio, Vinicius e Sergio, abro de bom grado as contas bancárias, as declarações de imposto de renda e os sigilos telefônicos meu e de meu irmão e desafio publicamente a Folha a provar essa afirmação mentirosa.

3) MUITO IMPORTANTE: Vamos partir do pressuposto que eu fosse filiado ao PT (não sou nem nunca fui filiado a partido algum). Vamos partir do pressuposto de que, realmente, a Falha não era uma paródia crítica ao jornal. Vamos fazer de conta que era, sim, um blog a serviço do PT, sem humor nenhum e criado com o único objetivo de espinafrar a Folha. Nada mudaria. Mesmo assim TODOS os argumentos que usamos desde o começo seguem válidos.

4) Na carta de ontem o jornal “fortalece” sua argumentação contra a audiência afirmando que o assunto é “matéria superada” –porque já saiu a decisão em primeira instância. Na edição impressa, contudo, o jornal termina seu texto falando o óbvio: “cabe recurso”. Ou seja, a Folha muda de discurso conforme seus interesses. Para fugir do debate, diz que é “matéria superada”. Para posar de correta para seus leitores, entretanto, lembra que cabe recurso. De nossa parte, não alteramos uma vírgula nossa argumentação desde o primeiro dia. Nosso discurso é um só e tem amplo apoio inclusive dentro do prédio da Barão de Limeira –ao contrário da Folha, que só tem o apoio dos seus advogados.

TUDO ISSO SERÁ TEMA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA AMANHÃ (4ª FEIRA) NO CONGRESSO NACIONAL (plenário 3, anexo II), AS 14H. A FOLHA NÃO QUER DEBATER, MAS OS DEPUTADOS E A SOCIEDADE QUEREM. VÁRIOS PARLAMENTARES CONFIRMARAM PRESENÇA. OAB E FENAJ TAMBÉM. E O SITE DO CONGRESSO VAI TRANSMITIR AO VIVO POR STREAMING. ASSISTA, MANDE SUAS PERGUNTAS, USE A HASHTAG #folhaXfalha, VENHA DEBATER VOCÊ TAMBÉM!


Folha contesta tema de audiência pública proposta por petista

Em carta enviada à Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, a Folha contestou o tema de audiência pública proposta pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) e recusou o convite para participar dela feito por seu presidente, Vitor Paulo (PRB-RJ).
Anunciado para as 14h30 de amanhã, em Brasília, o evento pretende discutir o tema “O silêncio da mídia no caso de censura imposto pelo jornal Folha de S.Paulo ao site www.falhadesaopaulo.com.br”.
A carta manifesta discordância da temática sugerida e do enfoque adotado pela comissão. É assinada por Otavio Frias Filho, diretor de Redação da Folha, Sérgio Dávila, editor-executivo, e Vinicius Mota, secretário de Redação.
Os três jornalistas, mais a advogada do jornal, Taís Gasparian, que está em viagem fora do país, foram os convidados pela comissão para representar a Folha.
“A Folha não endossa qualquer censura ou repressão à manifestação de pensamento crítico, até mesmo quando eivado de agressividade injuriosa ou distorção partidária”, afirma a carta.
O jornal questiona ainda o que o petista chamou de “silêncio da mídia”.
“Ainda que fosse pertinente, a questão deveria ser colocada aos meios de comunicação em geral, não fosse o fato de a pendência relativa ao blog ter sido noticiada não apenas pela própria Folha em diversas ocasiões como por vários outros veículos.”
Com a carta foram enviadas reproduções de reportagens sobre o assunto publicadas na Folha e em veículos como “O Estado de S. Paulo” e a revista “Info Exame”, da editora Abril, entre outros.
No ano passado, a Folha entrou na Justiça contra o uso de logotipo e endereço eletrônico semelhantes aos do jornal pelo blog “Falha de S.Paulo”, dos irmãos Lino e Mario Ito Bocchini. Em 28 de setembro de 2010, foi concedida liminar que determinava a suspensão do registro do domínio falhadespaulo.com.
No mês passado, a Justiça julgou parcialmente procedente o pedido da empresa, determinando a suspensão definitiva (congelamento) do domínio. Cabe recurso.



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