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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Filho de maior rabequeiro potiguar foi agredido com açoite

Por Sergio Vilar
No Diário do Tempo


Um dos filhos do rabequeiro Damião, Francimar, de apenas 13 anos, foi agredido em Laranjeira do Abdias, distrito de São José do Mipibu. Levou três açoites da corda que antes amarrava seu próprio jumento.

Segundo o exame de corpo e delito, a agressão produziu marcas duplas de 40 e 50 cm. Depois veio uma tapa no rosto e por fim um irônico desafio para ir pegar sua corda de volta. O agressor era um adulto covarde, de faca na mão.
Hoje, foi o dia da audiência na Delegacia. O agressor não compareceu. Acreditam: o agente, que conhece o acusado disse ter esquecido de enviar a intimação.

No dia em que Francimar foi agredido, Damião procurou nosso conhecido Lenilton Lima e disse que o motivo da agressão seria pelo fato do garoto ser um “filho de um nada”.

Hoje, Damião e Lenilton passaram a tarde juntos tentando resolver esse problema. Lenilton ainda ajudou o rabequeiro nas passagens de volta pra casa. É gente simples, como se imagina.

Damião talvez seja o mais importante rabequeiro potiguar. Além de tocar forró pé de serra em sua rabeca, ainda é tocador do Boi Calemba Pintadinho, de São Gonçalo do Amarante, do Boi antes comandado pelo mestre Elpídio de Parnamirim, Boi de Janeiro/ Boi de Manibu de São José do Mipibu e ainda acompanha brincantes de João Redondo.

E aqui faço também o registro da importância do trabalho de Lenilton junto a esses grupos. Um trabalho voluntarioso, mais das vezes, incondicional e quase invisível à mídia. E atende a essa gente precisada, tida e agredida como “um nada”.

Meu aplauso a Damião e a Lenilton!

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