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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Filho de Gaddafi negocia rendição





Da Folha de São Paulo


O TPI (Tribunal Penal Internacional) está conduzindo negociações indiretas com Saif al Islam, 39. Ele é filho do ex-ditador líbio Muammar Gaddafi, morto no dia 20.
É possível que Saif se entregue para ser julgado, de acordo com anúncio feito ontem pelo tribunal.
Ele era considerado, antes da insurgência na Líbia, o herdeiro político de Gaddafi.
Segundo Luis Moreno Ocampo, promotor-chefe do TPI, o diálogo com Saif está sendo feito por meio de intermediários. Ele tem sido assegurado de que terá um julgamento justo e de que ele poderá encontrar um novo país para morar, no caso de ser absolvido ou de vir a cumprir uma sentença de prisão.
Ocampo diz não saber onde o líbio está, atualmente.
Durante esta semana, foi especulado que Saif estivesse no deserto do Niger, a caminho de Mali -para onde fugiu o ex-chefe de inteligência da Líbia, Abdullah al Senoussi. Ele estaria recebendo a ajuda de nômades tuaregs, que apoiavam Gaddafi.

Procura-se
Tanto Senoussi quanto Saif foram acusados pelo TPI em junho passado pelo assassinato e tortura praticados contra insurgentes na Líbia. A revolta, iniciada em fevereiro, culminou na morte do ditador, na semana passada.
O governo do Mali afirmou que, assim como Ocampo, o país não sabe do paradeiro de Saif. Soumeylou Boubeye Maiga, ministro das Relações Exteriores, disse porém que o país "irá respeitar suas obrigações em relação ao TPI".
Ou seja -o país poderia entregar os procurados caso eles sejam capturados ali.
O TPI teme que Saif fuja a um país africano que não coopere com o tribunal. Ocampo cita o Zimbábue como possível destino dele.
A organização Human Rights Watch disse ontem que o fato de o TPI estar em contato com Saif marca um novo momento no caso da Líbia.
Foram acusados também pela corte o ditador do Sudão, Omar Bashir, devido ao genocídio na região de Darfur.
Como o órgão não tem força policial própria, ele depende dos Estados membros para executar as prisões.

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