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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

EUA deixam reunião do Conselho de Segurança após acusação de apoiar genocídio

Da Agência EFE







A delegação dos Estados Unidos abandonou nesta terça-feira a reunião do Conselho de Segurança da ONU, onde Rússia e China vetaram uma resolução de condenação à Síria, depois que o representante de Damasco acusou os americanos de "apoiarem o genocídio" ao protegerem Israel em detrimento dos palestinos.

A embaixadora americana nas Nações Unidas, Susan Rice, e os demais diplomatas americanos se levantaram e deixaram a sala do Conselho, enquanto o representante sírio, Bashar Jafari, dizia em seu discurso que os EUA poderiam ser acusados de genocídio por seu apoio aos israelenses.
Jafari assegurou que os EUA usaram seu poder de veto 50 vezes desde 1945 para protegerem Israel, pelo que poderiam ser acusados de participar do genocídio israelense contra os palestinos.

"Essa linguagem é equivalente a fechar os olhos e apoiar os massacres israelenses nas terras árabes ocupadas", indicou Jafari, que foi o último representante diplomático a discursar na reunião que frustrou a tentativa dos países da UE (União Europeia) de condenar Damasco.

Antes de Jafari ter finalizado seu discurso, o embaixador britânico, Mark Lyall Grant, também abandonou seu assento na mesa do Conselho de Segurança em protesto por suas palavras.

Em declarações posteriores à imprensa, a embaixadora americana evitou comentar o incidente, mas foi especialmente dura com Rússia e China, que utilizaram seu direito de veto de maneira conjunta pela primeira vez desde julho de 2008 para evitar que o Conselho condenasse o regime de Bashar al Assad.

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