Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
A Igreja Cristã Copta no Egito acusa infiltrados de terem causado os enfrentamentos violentos registrados neste domingo na cidade do Cairo que deixaram 25 mortos, informou nesta segunda-feira através de comunicado o chefe da igreja, o patriarca Shenuda III. A denúncia foi publicada pela Igreja depois que seu líder se reuniu com 70 de seus bispos. Depois do encontro, Shenuda III pediu a seus fiéis que fizessem um jejum de três dias para trazer a paz à nação.
“A fé cristã denúncia a violência. Desconhecidos se infiltraram na manifestação e cometeram crimes que se imputam aos coptas”, disse o patriarca.
“O coptas tem sofrido problemas em diversas oportunidades sem que os agressores sejam processados”, denunciou o chefe da igreja que, por sua vez, chamou as autoridades a “tratar as raízes destes problemas".
O prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais do Vaticano, o cardeal Leonardo Sandri, considerou que era uma “violência sem sentido" registrada no domingo contra os cristãos coptas. Neste sentido, pediu às autoridades a segurança para os cidadãos.
"Para todos nós é desolador, triste e angustiante o que aconteceu e nos unimos à Igreja Copta-Ortodoxa, a todos os nossos irmãos, a suas famílias e às vítimas dessa violência sem sentido", expressou Sandri à Rádio Vaticano.
O Cardeal pediu às autoridades egípcias que garantissem a segurança dos cristãos, muçulmanos ou quaisquer outros cidadãos do Egito, assim como seus bens e suas instituições.
Segundo informações da Telesur, do total de vítimas, doze eram soldados. Dentre os 213 feridos, 86 eram soldados.
O primeiro-ministro egípcio, Essam Charaf, advertiu sobre a existência de uma suposta “conspiração exterior contra o país que atenta contra a unidad nacional e que pretende atrapalhar o processo eleitoral”.
Ainda segundo a Telesur, “uma comissão formada por destacadas personalidades da igreja copta e dentre os muçulmanos vão tratar o assunto na noite desta segunda”.
A organização Árabe de Direitos Humanos convidou o Conselho Militar egípcio “a assumir sua responsabilidade e formar una comissão de investigação independente e emitir uma lei sobre os lugares de culto e também a formação de uma comissão que evite tratamentos racistas contra as minorias do país”.
Os choques violentos entre os coptas e o Exército ocorreram durante uma manifestação convocada pelos cristãos depois do incêndio provocado em um templo em Merinab, localidade na região turística de Asuán.
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