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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Discriminação religiosa: De véu, muçulmana é impedida de fazer prova do Detran

Da Folha de São Paulo


Uma muçulmana foi impedida ontem de fazer uma prova do Detran em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, por se negar a retirar seu véu -usado por mulheres islâmicas por motivo religioso.
A dona de casa Ahlam Abdul El Saifi, 29, teve seu exame para renovar a CNH bloqueado, chamou a PM e registrou queixa na delegacia. "Houve discriminação religiosa", protestou Jihad Hassan Hammadeh, xeque da União Nacional das Entidades Islâmicas no Brasil. O caso ocorreu às 8h30 no CFC (Centro de Formação de Condutores) São Bernardo. 
Ahlam, cuja foto da CNH foi tirada de véu, estava no meio da prova teórica, diante do computador, quando foi informada pela autoescola que precisaria tirar seu véu.
O CFC diz que a ordem foi dada pelo provedor responsável por monitorar os exames do Detran (que são vigiados por câmeras na sala). Como não é permitido fazer prova com boné e gorro, por atrapalhar a identificação, a alegação era que a regra também valeria para véu.
O Detran diz que repudia qualquer preconceito, que não houve orientação do órgão para proibir o véu e que tomará medidas administrativas cabíveis.



Comentários

  1. Não vejo como discriminação religiosa,é uma norma de um orgão público,inclusíve para haver transparência em suas ações,porque alguém têm que ser previlegiado, apenas por ter religião diferente? ninguém foi exposto ao ridículo e nem muito denegrida ou ofendida sua religião, pergunto porque alguém deveria ter esse privilégio, se a lei é para todos?

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