Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Corrupção, controle social e o papel dos blogs

Cerca de 50 pessoas superlotaram auditório da Siciliano
 Vivemos sob as ciladas da visão moralista e parcial das coisas.  Quando o assunto é a corrupção, a coisa se acentua ainda mais.  Raras discussões procuram tocar no ponto principal: por que existe corrupção?
Corrupção é um tema que não se pode resumir a uma percepção parcial, que reduza suas causas unicamente a questões éticas ou morais.  A origem da corrupção está no capital.  "A corrupção vai acontecer em todas sociedades com acumulação de excedente.  Evidentemente, não é uma exclusividade do Brasil", disse o professor Antônio Spinelli no debate realizado pelo #BlogProgRN em parceria com Diálogos Criativos e Comitê Popular da Copa 2014.  Citando Boaventura de Sousa Santos, Spinelli destacou que a corrupção é inerente ao capitalismo.
A incompreensão das origens da corrupção - e falo inclusive para além dos papéis dos corruptores - é elemento considerável nas discussões moralistas e parciais que envolvem o país.  A mídia e a opinião pública fazem questão de traduzir cada denúncia de modo a reduzí-la a uma questão ética ou moral do faltoso.  Ele fez por ser mau-carater.
Dr. Emanuel Dayan fala no encontro
Ninguém quer discutir as estruturas que o conduziram ao suposto mal-feito: se alguém é denunciado, é criminoso.  As causas reais da corrupção, parece, não serão lembradas.  Afinal vivemos numa sociedade em que uma denúncia fundamentada não significa garantia de investigação.
Esta noite o movimento de Blogueiros Progressistas, em parceria com os Diálogos Criativos e o Comitê Popular Copa 2014 realizaram um debate na livraria Siciliano sob o tema Corrupção e controle social.  Participaram cerca de 50 alunos da Fatern, além dos convidados Moacir Oliveira, da CGU, Antônio Spinelli da UFRN, e Emanuel Dayan, do Ministério Público Estadual.
Representante da CGU fala sobre as ações e resultados
Cada um dos convidados abordou um aspecto diferente da questão da corrupção.  Moacir apresentou atribuições e relatórios da CGU.  Dayan destacou, principalmente, o funcionamento do Ministério Público e os fluxos de decisão e investigaçào.  Já Spinelli deu destaque a diversas questões de ordem social, econômica e política.
O vídeo completo está no post abaixo.

Comentários

Postagens mais visitadas