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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Cocoricó: Tolerância e solidariedade não aprendidas por alguns dos presentes ao show

Esta noite levamos Alice para o Paiol, digo, para o Teatro Riachuelo.  Ela, como as centenas de crianças que lá estavam, é louca pelo Júlio e a turma do Cocoricó.  O espetáculo é primoroso, com coreografias muito boas, as fantasias são perfeitas.  Problema, para mim, somente o som baixo para quem estava no balcão nobre e o gestual muito carregado dos personagens.  Senti falta também de Astolfo cantando - Alice ama Astolfinho.
O tema do show era Tolerância e Solidariedade.  Muito adequado para os nossos dias.
A noite foi impecável. Até que...
Até que na saída nós encontramos com uma amiga que levara o filhinho com pouco mais de dois anos.  Ela está grávida novamente.  Sentada na parte de baixo do teatro, teve de se levantar algumas vezes como faz qualquer um que está com uma criança.  Vanessa, nossa amiga, chorava porque um homem, desses tipo Rômulo Lemos, achou-se no direito de ser grosseiro com ela e desrespeitá-la na sua condição feminina e de mãe - que precisava cuidar de um bebê num braço e outro na barriga.  "Eles sempre fazem isso quando vêem uma mulher sozinha", desabafou Vanessa.
Uma pena que nós não tivéssemos visto este homem.  A foto dele estamparia este post, de modo que Júlio, Caco, Lola, Lilica, Zazá e Alípio não estariam, de novo, misturados com o seu machismo e desrespeito.
E o tema do show era Tolerância e Solidariedade.

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