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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

As boas companhias de @MiguelNicolelis



Do Blog do Ailton


Um amigo me liga para informar que bocós festejaram o fato de Miguel Nicolelis não ter sido contemplado com o Nobel, e a título de provocação, certamente, me pergunta o que achei? Bom, para início de conversa, informo que Nicolelis não concorreu ao Nobel.

E se tivesse concorrido, estaria em boa companhia, sem dúvida. Basta ver a lista de físicos, químicos e biólogos ilustres que foram esnobados pela Real Academia Sueca de Ciências.

Ela inclui gênios como Dimitri Mendeleyev, cuja tabela periódica decora as escolas do mundo todo, e George Gamow, que postulou a versão moderna do Big Bang. Nenhum, acreditem, recebeu o Nobel.

Encerro a ligação aconselhando meu amigo a parar de ler os jornais de Natal. “Meu caro, poucas coisas emburrecem tanto o pensamento dos habitantes da Taba como nossos pasquins. Cuidado!”

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