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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

32 é muito: Manifestantes foram libertados em Angola



Do Diário Liberdade


O Tribunal Supremo de Angola anulou sentença do Tribunal de Polícia de Luanda - condenando jovens manifestantes a penas de prisão de 45 a 90 dias, por falta de provas.

Ou seja, as 13 pedras apresentadas pela Polícia em tribunal, assim como os arranhões a quatro dos policiais não chegaram para provar que os manifestantes detidos no dia 3 de Setembro, na capital, agrediram os agentes da ordem.
Apesar das testemunhas que arrolou, a Polícia não provou que houve danos materiais.

O Tribunal Supremo suscitou dúvidas quanto ao facto do juiz ter negado o pagamento da caução, no dia em que leu a sentença.

A decisão de anular a sentença, não arquivou o processo, o qual foi remetido ao Trtibunal de Polícia para nova instrução.

Observadores por nós contactados estão a interpretar a continuação deste processo como meio de pressão sobre os jovens, de forma a desencorajá-los de mais iniciativas.

Apesar deste resultado agora produzido, por efeito do recurso interposto pela defesa, a maioria dos condenados, 11 no total, faltaram apenas quatro dias para que a pena ficasse totalmente cumprida, situação que põe em evidência o actual Estado de direito.

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