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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Zelaya repudia assassinato de símbolo da resistência

Do Sul 21

O ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, lamentou nesta quinta-feira (8) o assassinato de Mahadeo Roopchand Sadloo, ativista da Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP). O militante, símbolo da resistência contra a deposição de Zelaya, foi morto a tiros na última quarta.

“Nós repudiamos de uma forma muito enérgica e com muita indignação este crime”, disse o ex-presidente Manuel Zelaya. Sadloo, mais conhecido como Emo, era um dos mais próximos colaboradores de Zelaya desde o golpe de Estado. O ativista tornou-se famoso ao prometer não cortar a barba até o retorno de Zelaya a Honduras.

Morto a tiros na quarta por um suposto matador de aluguel, Sadloo chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O crime ocorreu em frente à sua borracharia em Tegucigalpa.

Emo acabava de voltar de um protesto contra a prisão do ex-ministro de Zelaya, Enrique Flores Lanza, considerada uma violação do acordo de Cartagena, firmado com o atual governo e que permitiu o regresso de Zelaya e de todos os exilados.

Zelaya antecipou que irá se reunir com dirigentes do movimento social para deliberar ações de protesto ao assassinato. Para ele, a morte do companheiro possivelmente foi encomendada e representa “um atentado direto” contra seu agrupamento político. “Nos sentimos agredidos com este crime contra Emo, nosso grande amigo que deixou de existir, mas pelo qual iremos chorar para sempre.”

O atual presidente de Honduras, Porfírio Lobo, informou em uma coletiva de imprensa na sede do governo, que uma investigação irá determinar se o assassinato teve motivos políticos.

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