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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Violência e repressão no Alemão: limpeza étnica?

Da Agência AND
  No último domingo, dia quatro de setembro, moradores do Complexo do Alemão foram atacados por tropas do exército durante uma confraternização em um bar da favela. As imagens flagradas por um morador mostram os militares atirando spray de pimenta e tiros de bala de borracha contra várias pessoas que estavam dentro de um bar. Do lado de fora, moradores reagiaram e também foram reprimidos com violência pelas tropas do exército. Dois dias depois do incidente, nossa equipe esteve no local das agressões para ouvir os relatos das vítimas da militarização. Uma moradora disse que, no dia após o ataque do exército, um soldado teria roubado sua câmera e agredido seu marido que filmava os abusos cometidos pelos militares. Outra moradora conversou com nossa reportagem e mostrou o ferimento causado por um disparo de bala de borracha. Enquanto militares diziam que havia um confronto com traficantes dentro da favela, moradores reunidos na mesma rua da confusão de domingo criticavam o estado de exceção levado a cabo pelo exército no Complexo do Alemão.

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