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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Siciliano: As novas regras para venda de livros

Yuno Silva, na Tribuna do Norte, fala sobre a questão envolvendo livros de autores potiguares e a Siciliano.  A justificativa para a ação da livraria - que envolveu retirar das lojas os livros do selo Jovens Escribas -, é a instituição do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped).
Algumas coisas chamaram-me atenção nas declarações da franqueada da Siciliano, Rosemary Guillen: "Tivemos que desacelerar o recebimento de títulos publicados de maneira informal até atendermos essa demanda determinada pela implantação do Sped Fiscal".
A propriedade falou sobre títulos publicados de maneira informal.  Então por que houve o recolhimento dos livros dos Jovens Escribas, uma vez que o selo detém CNPJ de editora, está cadastrado na Biblioteca Nacional e os novos lançamentos estão saindo com o número ISBN (International Standard Book Number) - sistema internacional que identifica livros?  Ou seja, não se enquadram na categorias de títulos publicados de maneira informal.
Fialho reiterou a Yuno o que já havia me dito ontem.  "Sabemos que há muitos lançamentos informais no mercado, mas o questionamento girou em torno da prorrogação do prazo dado pela Siciliano para regularizar o inventário do estoque. Chegamos a recolher alguns títulos em agosto mas, felizmente, estamos voltando às prateleiras - só que com menos exemplares por obra", informou Fialho.
"Na sexta-feira (2), recebemos a informação que não tinham encontrado o novo livro de Clotilde Tavares, 'O verso e o briefing - A publicidade na literatura de cordel', na Siciliano do Midway. Liguei pra lá e fiquei sabendo que o inventário tinha sido prorrogado", lembrou Carlos Fialho, que na tarde de ontem levou de volta à livraria os títulos recolhidos anteriormente. "Se for o caso podemos cadastrar os nossos livros direto na matriz", adianta o publicitário.

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