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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Siciliano: As novas regras para venda de livros

Yuno Silva, na Tribuna do Norte, fala sobre a questão envolvendo livros de autores potiguares e a Siciliano.  A justificativa para a ação da livraria - que envolveu retirar das lojas os livros do selo Jovens Escribas -, é a instituição do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped).
Algumas coisas chamaram-me atenção nas declarações da franqueada da Siciliano, Rosemary Guillen: "Tivemos que desacelerar o recebimento de títulos publicados de maneira informal até atendermos essa demanda determinada pela implantação do Sped Fiscal".
A propriedade falou sobre títulos publicados de maneira informal.  Então por que houve o recolhimento dos livros dos Jovens Escribas, uma vez que o selo detém CNPJ de editora, está cadastrado na Biblioteca Nacional e os novos lançamentos estão saindo com o número ISBN (International Standard Book Number) - sistema internacional que identifica livros?  Ou seja, não se enquadram na categorias de títulos publicados de maneira informal.
Fialho reiterou a Yuno o que já havia me dito ontem.  "Sabemos que há muitos lançamentos informais no mercado, mas o questionamento girou em torno da prorrogação do prazo dado pela Siciliano para regularizar o inventário do estoque. Chegamos a recolher alguns títulos em agosto mas, felizmente, estamos voltando às prateleiras - só que com menos exemplares por obra", informou Fialho.
"Na sexta-feira (2), recebemos a informação que não tinham encontrado o novo livro de Clotilde Tavares, 'O verso e o briefing - A publicidade na literatura de cordel', na Siciliano do Midway. Liguei pra lá e fiquei sabendo que o inventário tinha sido prorrogado", lembrou Carlos Fialho, que na tarde de ontem levou de volta à livraria os títulos recolhidos anteriormente. "Se for o caso podemos cadastrar os nossos livros direto na matriz", adianta o publicitário.

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