Do Portal No Minuto
Um esquema montado dentro do Insituto de Pesos e Medidos do Rio Grande
do Norte (IPEM) desviou R$ 4 milhões de janeiro de 2009 a março de
2010. A conclusão é de relatório de inspeção da Secretaria de Controle
Externo (Secex) do RN, e ao qual o Nominuto teve acesso.
Na
manhã desta segunda-feira (12), o ex-diretor do órgão, Rychardson
Macedo, foi preso em operação articulada pelo Ministério Público
Estadual e a Polícia Militar, acusado de peculato e levagem de dinheiro.
De
acordo com o relatório, fruto de auditoria do Inmetro, a fraude que
culminou no desviou de R$ 4 milhões aconteceu através de dispensa
irregular de licitação, sob o argumento de emergência, para a reforma
do prédio.
Além disso, a ampliação do setor de taxímetro do IPEM
foi autorizada pelo próprio órgão em caráter de emergência, mesmo que
os aparelhos não estivessem sequer com previsão para entrar em
funcionamento.
Na expansão do prédio, o relatório aponta que não
foi elaborado projeto básico e, como consequência, "a obra foi
realizada com significativas distorções nas quantidades e qualidade de
materiais empregados".
Também não foi exigida habilitação
técnica dos licitantes na execucção de empresa de vigilância para
construir a edificação, uma vez que as empresas não apresentaram
registros dos seus responsáveis no CREA.
Executada sem contrato,
a obra, aponta o relatório, não contemplou projetos estruturais de
instalações elétricas, lógica, telefonia e instalações
hidrossanitárias, descumprindo normas do CREA.
Em razão disso,
"Foram constatados erros grosseiros na construção: pilar executado no
centro da sala, ambiente de trabalho sem ventilação adequada,
quantidade de iluminarias insuficiente, instalações elétricas fora das
normas da ABNT, baixa qualidade do material empregado, pisos fora de
esquadro, paredes de alvenaria sem revestimento externo e serviços mal
arrematados e sem conclusão".
Os serviços, avaliados em R$
50.746,44, foram pagos por R$ 142.835,26, um superfaturamenteo superior
a 180%, aponta o relatório. No setor de taxímetro, o sobreço atingiu
200%. Quando a auditoria chegou ao IPEM, o prédio havia sido esvaziado.
Instado
a se manifestar, Rychardson explicou que as licitações foram em caráter
de emergência em face das chuvas terem prejudicado algumas salas. A
justificativa não convenceu a Secex.
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