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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Segundo livraria, houve um mal entendido

A livraria Siciliano explicou o episódio envolvendo a restrição de venda de livros de autores potiguares como um mal entendido.
Segundo a livraria, os autores não teriam compreendido a mudança de um processo que, segundo a Siciliano, visava facilitar a vida de todos. Antes, o cadastro de novas obras e autores regionais era feito localmente. Agora, passará a ser feito diretamente na matriz em São Paulo. No período de adaptação, a livraria não deixou de vender potiguares, mas não recebeu novos títulos. E devolveu exemplares não vendidos, o que julga ser natural.
Tentei conversar com Carlos Fialho sobre o assunto mas ainda não consegui.
Mas a explicação parece estranha, uma vez que julga facilitar a vida dos autores forçando-os a se cadastrarem via matriz em São Paulo. Um livro publicado sem muita estrutura de publicação logo deixará de ser vendido na Siciliano. Também não explica a devolução de livros, por exemplo, do selo Jovens Escribas e porque amanhã todos voltarão a ser comercializados.

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